Francois Mori / AP
Francois Mori / AP

Emmanuel Macron testa positivo para covid-19

Presidente francês permanecerá em isolamento por uma semana, de acordo com informações oficiais; primeiro-ministro também está em isolamento e será testado

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de dezembro de 2020 | 07h01
Atualizado 17 de dezembro de 2020 | 22h46

O presidente da França, Emmanuel Macron, testou positivo para o novo coronavírus e permanecerá isolado por uma semana, anunciou nesta quinta-feira, 17, o Palácio do Eliseu, sede da presidência francesa.

De acordo com o comunicado oficial divulgado pela presidência, Macron foi submetido a um teste RT-PCR logo quando apresentou os primeiros sintomas, o que confirmou o diagnóstico. Ainda segundo o comunicado, o presidente permanecerá em isolamento por sete dias, mas continuará trabalhando de forma virtual.

A infecção de Macron ocorre durante a segunda onda da pandemia no país, que voltou a adotar medidas de distanciamento e isolamento social para tentar controlar a propagação, como o fechamento de bares, restaurantes e centros culturais, e toque de recolher das 20h às 06h.

De acordo com a Universidade Johns Hopkins, mais de 17 mil casos da doença foram confirmados na França nas últimas 24 horas, com quase 300 mortes. Desde o início da pandemia, o país registrou 2.456.126 casos e 59.472 mortes por covid-19.

Em meio ao cenário crescente de casos, o país tenta programar o início de uma campanha nacional de vacinação. Na quarta-feira, 16, o primeiro-ministro Jean Castex afirmou que, se as condições permitirem, a imunização dos franceses começará "na última semana de dezembro". No entanto, o primeiro-ministro condicionou o lançamento da campanha à autorização de comercialização da vacina por parte da Agência Europeia de Medicamentos "prevista para 21 de dezembro" e à recomendação da Alta Autoridade Francesa de Saúde, esperada para pouco depois.

Macron é o mais recente caso de governante a contrair o novo coronavírus, uma lista que inclui o presidente americano Donald Trump, o brasileiro Jair Bolsonaro e o primeiro-ministro britânico Boris Johnson.

Isolamento preventivo

Autoridades que entraram em contato com o Macron nos últimos dias entraram em um período de auto-isolamento após o diagnóstico positivo do presidente francês.

Após o anúncio da infecção pela presidência da França, o gabinete de Castex também divulgou um comunicado afirmando que ele também permanecerá isolado porque teve contato com Macron, embora "não apresente nenhum sintoma". O chefe de Governo também foi testado para a covid-19 e o resultado será conhecido nas próximas horas.

O chefe do governo da Espanha, Pedro Sánchez, também entrou em uma quarentena preventiva até o dia 24 de dezembro, após encontrar Macron em Paris. De acordo com o governo espanhol, Sánchez também será testado de imediato.

O primeiro-ministro de Portugal, Antonio Costa, também entrou em isolamento preventivo e cancelou todos os seus compromissos oficiais. Costa esteve em Paris na quarta-feira, 16, em um almoço com Macron. De acordo com as autoridades portuguesas, o primeiro-ministro não apresenta sintomas, mas será testado ainda nesta quinta-feira./ AFP

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