JF Diório/Estadão
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Empreiteira peruana nega participação em esquema da Odebrecht

Ex-executivo da construtora ressaltou que vai colaborar com as investigações

O Estado de S.Paulo

11 de março de 2017 | 01h40

LIMA - A empreiteira peruana Graña y Montero negou nesta sexta-feira, 10, ter participado do esquema milionário de propina da Odebrecht e assegurou que vai colaborar com as investigações do caso, afirmou o ex-presidente do conselho da empresa José Graña Miro Quesada.

Em depoimento a uma comissão do Congresso que investiga as irregularidades cometidas pela construtora brasileira, o ex-presidente disse que a Graña y Montero "não autorizou nem recomendou" subornos a funcionários públicos e políticos peruanos para serem favorecidos na concessão de seis projetos que fez em parceria com a Odebrecht.

"O que disse a Odebrecht sobre a Graña y Montero não é verdade", enfatizou, em referência a declarações do executivo Jorge Barata, ex-representante da companhia brasileira no Peru, que assegurou que os sócios peruanos tinham conhecimento do esquema de propina.

Em dezembro, a Odebrecht admitiu ante a Justiça americana ter pago US$ 29 milhões em propinas no Peru entre 2005 e 2014, período que compreende os mandatos presidenciais de Alejandro Toledo (2001-2006), Alan García (2006-2011) e Ollanta Humala (2011-2016).

No mês passado, a Justiça peruana ordenou a prisão preventiva de Toledo, que se encontra foragido, e abriu investigações contra García e Humala.

De acordo com comunicado do Congresso, José Graña manifestou plena disposição a colaborar com a Justiça peruana. Ele deu depoimento junto ao ex-diretor da construtora Hernando Graña Acuña.

Durante o depoimento, o congressista fujimorista Víctor Álbrecht, que preside a comissão legislativa, comunicou que a promotoria a cargo do caso informou nesta sexta que está disposta a investigar Graña e Barata por supostas irregularidades na execução do trecho 1 do Metrô de Lima.

"Não conhecia esta informações. Recém me inteiro dela. Porém, como disse antes, nós estamos dispostos a dar toda a informação que solicitar o Ministério Público", respondeu Graña. / EFE

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