Empresa brasileira rejeita acusação de bolivianos

Engenheiros dizem que construção de estrada da OAS foi superfaturada em mais de US$ 150 milhões

Talita Eredia, O Estado de s. Paulo

29 Setembro 2011 | 10h45

A construtora brasileira OAS contestou ontem as acusações de uma organização de engenheiros bolivianos de que o projeto da estrada entre os departamentos de Beni e Cochabamba tivesse sido superfaturado pelo governo em mais de US$ 150 milhões. 
 
Segundo a Associação de Engenheiros Eméritos de Cochabamba, a estrada não deveria custar mais de US$ 265 milhões, e os custos hoje são avaliados em US$ 415 milhões, US$ 332 milhões financiados pelo BNDES. Em entrevista ao Estado, presidente da associação, Gonzalo Maldonado, explicou que, usando como base a construção de rodovias do país, o quilômetro de estrada mais caro registrado até hoje é de US$ 820 mil. 
 
“Dificuldades de terreno e chuvas aumentariam no máximo 25% do valor, e cada quilômetro poderia custar US$ 1 milhão. Do modo como está sendo executada pela OAS, cada quilômetro custa US$ 1,5 milhão”, afirmou.
O diretor da OAS para Assuntos Internacionais, César Uzeda, disse desconhecer as estimativas apresentadas por Maldonado e ressaltou que o custo da obra foi aprovado em licitação realizada pelo governo.
 
O engenheiro boliviano defende ainda a mudança do traçado da estrada, afirmando que existem três alternativas sem passar pelo Tipnis. “Os custos aumentariam, já que uma nova rota demandaria mais sistemas de drenagem e pontes, mas uma das propostas é até menor em quilometragem. São opções viáveis sem atravessar o parque.”
 
O diretor da OAS afirmou que a mudança do traçado deve ser decidida pelo governo boliviano. A empresa teria a obrigação contratual de atendê-la. Uzêda disse ainda que os estudos no trecho do parque foram interrompidos a pedido da Bolívia.

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