Gabriela Bhaskar/NYT
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Empresa e filho do presidente são processados em Nova York

Eric Trump pode ser obrigado a depor sob juramento a respeito das transações duvidosas, além de entregar milhares de documentos privados

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de agosto de 2020 | 20h13
Atualizado 24 de agosto de 2020 | 20h39

NOVA YORK - A procuradora de Nova York, Letitia James, entrou nesta segunda-feira, 24, com uma ação contra a Organização Trump e Eric Trump, filho do presidente, que dirige as empresas do pai. Eles são acusados de enganar credores inflando os valores de seus ativos.

Letitia pediu à Justiça que obrigue Eric, de 36 anos, a depor sob juramento a respeito das transações duvidosas, além de entregar milhares de documentos privados.

A procuradora investiga a empresa de Trump desde 2019, depois que Michael Cohen, ex-advogado do presidente, disse em depoimento ao Congresso que as declarações financeiras do grupo superfaturavam os valores de alguns ativos para obter melhores condições em empréstimos e seguros.

Em seu pedido para o depoimento de Eric, ela diz que o filho de Trump “esteve intimamente envolvido em uma ou mais transações investigadas”. Segundo a procuradora, também é preciso acessar milhares de documentos da empresa. 

“Durante meses, a Organização Trump fez declarações sem fundamento em um esforço para esconder provas”, alegou Letitia. “Atrasaram, retiveram documentos e orientaram testemunhas.” Em nota, a Organização Trump garante não ter cometido irregularidades. / AFP e NYT

 

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