Empresa exige testes psicológicos anuais de todos os pilotos

O Estado de S.Paulo

27 Março 2015 | 02h02

CENÁRIO: Roberto Godoy

A Lufthansa, controladora da Germanwings, adotou as avaliações psicológicas de seus tripulantes, dos pilotos particularmente, há cerca de 55 anos, quando ainda era uma empresa em consolidação. Criada em 1953, operava então com muitos ex-militares saídos dos quadros da Luftwaffe, força aérea alemã na 2.ª Guerra. A exigência foi mantida ao longo do tempo - atualmente, os quadros de voo das 20 companhias do grupo são submetidos a exames anuais. Assim, a possibilidade de o segundo piloto do voo 4U9525, Andreas Lubitz, ter entrado em um surto emocional extremo era vista como "fator surpreendente", segundo uma psicóloga que presta serviços para transportadoras aéreas, ouvida ontem pelo Estado. No Brasil, houve um acidente semelhante há 32 anos. Em 8 de junho de 1982, o voo 168 da extinta Vasp, comandado por Fernando Antonio Vieira de Paiva, terminou com o choque do Boeing 727-200 contra um morro da Serra da Aratanha, próximo de Fortaleza. Paiva, em silêncio de rádio, ignorou os alertas de choque do sistema de bordo e os do copiloto, a seu lado. Manteve o jato em rota de colisão - todos os 137 ocupantes da aeronave morreram.

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