Empresa expropriada por Chávez se diz 'surpresa' pela decisão

Owens-Illinois, produtora de garrafas de vidro, explora seus trabalhadores, acusa venezuelano

estadão.com.br

26 de outubro de 2010 | 15h34

WASHINGTON - A empresa americana Owens-Illinois expressou nesta terça-feira, 26, sua "surpresa" pela decisão do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de expropriar sua filial no país sul-americano e se declarou disposta a colaborar com o governo para entender os motivos, segundo a agência de notícias AFP.

 

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A Owen-Illinois é uma empresa líder na fabricação de garrafas de vidro. A expropriação da companhia foi anunciada por Chávez durante um ato oficial na noite da segunda e foi transmitida pela televisão.

 

"A decisão nos surpreendeu e estamos dispostos a trabalhar com as autoridades governamentais para compreender as razões", explicou Stephanie Johnston, porta-voz da empresa. "Seguimos comprometidos com o cumprimento de todas as leis e regulamentações", concluiu.

 

Chávez acusou a empresa de "explorar" os trabalhadores locais "durante anos" e de danificar o meio ambiente no estado de Trujillo, no oeste venezuelano.

 

Com duas fábricas estabelecidas em Los Guayos e Valera, a companhia emprega atualmente mais de mil trabalhadores na Venezuela e produzia embalagens de vidro para o país há mais de 50 anos.

 

A Owens-Illinois é a líder mundial na fabricação de garrafas de vidro, com 22 mil empregados em 21 países. O volume de negócios da na Venezuela empresa representa menos de 5% das operações da companhia em todo o mundo.

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