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Empresa indiana corta preço de genérico anti-aids

A indústria farmacêutica Cipla, que fabrica genéricos na Índia, está oferecendo um coquetel triplo anti-aids à instituição francesa Médicos Sem Fronteira ao custo reduzido de US$ 350 por paciente por ano, desde que a ONG distribua o medicamento de graça. A decisão do laboratório com sede em Bombaim pode revolucionar o custo do tratamento nos países em desenvolvimento. As grandes indústrias farmacêuticas vendem coquetel semelhante por US$ 10 mil a US$ 15 mil por paciente/ano nos EUA e na Europa.O coquetel da Cipla inclui três drogas cujas patentes estão em poder da norte-americana Bristol-Meyers Squib, da britânica GlaxoSmithPlein e da alemã Boerhinger Ingelheim. O porta-voz da GlaxoSmithKlein em Londres, Phil Tompson, disse que a companhia não foi consultada sobre a oferta da Cipla e que estava aguardando os detalhes. "Parece que a oferta é, em parte, uma doação. Como conseqüência, deverão ser levantadas questões sobre sua sustentabilidade. Certamente, questões terão de ser respondidas", afirmou Thompson.Hamied disse que sua oferta é sustentada por um esquema de preços de três faixas: os atacadistas pagariam US$ 1.200 para o tratamento suficiente para um paciente/ano, os governos pagariam US$ 600, e os Médicos Sem Fronteira, US$ 350. "A Aids será uma tragédia maior na Índia do que o terremoto", disse, citando o tremor que matou mais de 17 mil pessoas no Estado de Gujarat no dia 26 de janeiro. "Não estamos lucrando, mas tampouco vamos perder", disse. "Com a média dos três preços, devemos equilibrar as contas", acrescentou. "É a minha contribuição à luta anti-aids".

Agencia Estado,

07 de fevereiro de 2001 | 16h05

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