REUTERS/Shannon Stapleton
REUTERS/Shannon Stapleton

Empresa que encomendou estátua da ‘Menina Sem Medo’ de NY é acusada de discriminação

State Street teria pago US$ 5 milhões a mais de 300 funcionários - mulheres e negros - que receberam um salário inferior ao dos empregados homens brancos

O Estado de S.Paulo

06 Outubro 2017 | 11h09

NOVA YORK, EUA - Desafiante diante do famoso touro de Wall Street, em Nova York, a popular escultura de bronze da "Menina Sem Medo" simboliza o poder da liderança feminina em um mundo das finanças dominado pelos homens.

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Contudo, a empresa de investimentos que encomendou a obra aceitou na quinta-feira 5 pagar US$ 5 milhões a mais de 300 funcionários - mulheres e negros - que receberam um salário inferior ao dos empregados homens brancos, segundo uma auditoria do Escritório Federal de Programas de Cumprimento de Contratos (FCCP).

De acordo com um documento ao qual a agência France-Presse teve acesso, a investigação determinou que a empresa "desde pelo menos 1.º de dezembro de 2010" pagou a 305 mulheres em cargos superiores menos que aos homens em cargos similares e também discriminou 15 executivos negros.

A State Street negou as acusações, mas aceitou o acordo. "A State Street está comprometida com práticas de igualdade salarial e avalia continuamente os processos internos para assegurar que nossos programas de compensação, contratação e promoção não são discriminatórios", afirma um comunicado.

Obra da artista Kristen Visbal, a escultura da intrépida "Menina Sem Medo” foi instalada diante do touro de Wall Street em Nova York em março, em razão do Dia Internacional da Mulher. Ela imediatamente virou um símbolo dos direitos das mulheres diante das falas do presidente dos EUA, Donald Trump.

Com o sucesso da escultura, o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, decidiu deixar a obra no local até março de 2018, mas milhares de pessoas assinaram uma petição para que ela permaneça ali por tempo indeterminado. / AFP

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