Empresário colombiano de 'pirâmide' é preso no Panamá

David Murcia, um dos principais acusados no escândalo das "pirâmides financeiras" na Colômbia, foi preso no Panamá e deportado, informaram hoje autoridades colombianas. Múrcia é o principal acionista da empresa DMG. O presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, hoje que o escândalo das empresas de "pirâmides" pode ser o resultado da ação do narcotráfico, da guerrilha ou dos paramilitares. Murcia chegou na madrugada de hoje ao aeroporto da cidade de Cartagena, 600 quilômetros ao norte da capital, informou o diretor da polícia colombiana, Oscar Naranjo. Segundo Naranjo, Murcia foi preso na noite de ontem por autoridades panamenhas, em uma propriedade na zona de Campana, perto de Cidade do Panamá. Ele estava tentando fugir para a Costa Rica, e agora será transferido para Bogotá, para ficar à disposição das autoridades, afirmou o chefe da polícia. Murcia foi detido no mesmo dia em que a promotora Gladys Sánchez, que investiga lavagem de dinheiro, informou ao juiz ter aceitado sua petição e expediu ordens de prisão contra executivos da DMG. Gladys afirmou que os procurados são suspeitos de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, enriquecimento ilícito, captação massiva de dinheiro e suborno. Múrcia captou nos últimos três anos grandes somas de dinheiro, com promessas de lucros muito acima da média. Uribe afirmou também que a Colômbia perseguirá por todo o mundo os envolvidos na "pirâmide financeira". A empresa nega qualquer irregularidade.Ordens de PrisãoHá ordem de prisão contra Giovanna Elizabeth León, mulher de Murcia; a mãe do executivo, Amparo Guzmán de Murcia; um de sus cunhados, William Suárez, e outros três membros da DMG: Marco Antonio Bastidas, Margarita Pabón y Daniel Angel. Margarita e Angel já foram presos. A promotora afirmou que parte das investigações está relacionada com os 7,3 milhões de pesos colombianos (US$ 3,2 milhões) encontrados em agosto. Nidia Rosero, que apareceu como proprietária da quantia, depois disse que a soma era de Murcia e da DMG.EquadorA questão tornou-se regional hoje, depois que o governo do Equador deslanchou uma operação policial contra empresas locais de "pirâmides" financeiras. A porta-voz da polícia, a coronel Gabriela Gómez, disse que na operação "foram apreendidos centenas de milhares de dólares e foram detidas 20 pessoas, seis como responsáveis pelas empresas e 14 que trabalhavam nos escritórios". A ação policial ocorreu em Quito, Guayaquil, Cuenca e Lago Agrio, onde foram fechados seis escritórios. Segundo ela, é possível que as empresas equatorianas tenham ligações com as colombianas, como a DMG.

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