Al Drago/The New York Times
Al Drago/The New York Times

Empresários americanos pedem que Trump mantenha programa migratório

Líderes empresariais, como da Amazon, Apple e Facebook, alertam para o impacto econômico que poderia provocar o questionamento do status de cerca de 800 mil pessoas

O Estado de S.Paulo

01 Setembro 2017 | 12h53

WASHINGTON - Os líderes de dezenas de grandes empresas dos EUA, incluindo Amazon, Apple e Facebook, pediram nesta sexta-feira, 1.º, ao presidente Donald Trump para que mantenha o programa que permite que milhares de jovens imigrantes permaneçam e trabalhem no país.

Em uma mensagem ao líder americano e aos políticos democratas e republicanos do Congresso, os empresários, entre eles os presidentes da Cisco, eBay, General Motors e Microsoft, alertam para o impacto econômico que poderia provocar o questionamento do status de cerca de 800 mil pessoas.

A Casa Branca indicou que ainda não tomou qualquer decisão sobre o futuro do programa, conhecido como Daca (Ação Diferida para a Chegada de Crianças), que foi lançado em 2012 por Barack Obama para retirar da ilegalidade os clandestinos que chegaram com menos de 16 anos ao país.

As condições para se beneficiar do recurso são: ter menos de 31 anos em junho de 2012, ter residido continuamente no país desde 2007 e não ter antecedentes criminais. Os beneficiários recebem a garantia de não ser expulsos e a possibilidade de trabalhar legalmente.

Eles "cresceram nos EUA, são registrados junto às autoridades americanas, (...) pagam impostos e desempenham um papel ativo em suas comunidades", afirma a mensagem dos líderes empresariais.

Em caso de suspensão do programa, os jovens "perderiam a possibilidade de trabalhar legalmente no país e estariam expostos ao risco de deportação". A economia perderia US$ 460,3 bilhões do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e US$ 24,6 bilhões de contribuições fiscais para a segurança social.

No lado oposto, muitos republicanos se opõem ao programa, no qual veem uma "anistia" injustificada. Durante sua campanha, Trump prometeu suprimi-lo, mas desde a sua chegada à Casa Branca vem enviando sinais contraditórios, e insiste particularmente em sua vontade de abordar a questão "com o coração".

De acordo com a emissora Fox News, o presidente poderia anunciar nos próximos dias que sua administração deixaria de conceder a permissão Daca, mas sem cancelar os benefícios existentes, que continuariam válidos até a data do vencimento. / AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.