Empresários farão greve geral na Venezuela

A maior organização empresarial do país aprovou nesta quarta-feira a realização de uma greve geral em 10 de dezembro para exigir do governo reformas no pacote de 49 leis aprovadas em meados deste mês. Em um episódio sem precedentes na história democrática do país, centenas de industriais e empresários se reuniram na sede da Federação de Câmaras (Empresariais) da Venezuela, ou Fedecámaras, para aprovarem por unanimidade a proposta da greve geral de 12 horas. O presidente da Fedecámaras, Pedro Carmona, disse que a convocação para a greve geral tem por objetivo pedir ao governo a "retificação". "Não é uma greve da olilgarquia", disse Carmona em alusão às declarações feitas na terça-feira pelo presidente Hugo Chávez. "É uma greve de solicitação, de pedido de retificação ao governo". Carmna também descartou que o objetivo do protesto é "desestabilizar" a democracia e sustentou que a greve será "um êxito" porque "todos os setores da sociedade a apóiam". Segundo o presidente do Conselho Venezuelano de Indústrias, Lope Mendoza, outras mais de 3.000 indústrias, empresas e casas comerciais também estarão paralisadas em 10 de dezembro em solidareidade à greve da Fedecámaras.

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