Empresas brasileiras resgatam funcionários na Líbia

As empresas brasileiras que têm negócios na Líbia conseguiram retirar, em segurança, parte de seus funcionários e parentes hoje. Pelo menos 128 colaboradores brasileiros da Odebrecht, Petrobrás e Andrade Gutierrez deixaram a capital Trípoli. Os 148 funcionários e parentes da Queiroz Galvão também poderiam ser resgatados de Benghazi ainda hoje.

FLÁVIA TAVARES, Agência Estado

24 de fevereiro de 2011 | 20h58

Alegando questões de segurança, as empresas não quiseram agendar entrevistas com seus funcionários e só forneceram detalhes dos itinerários de resgate quando eles já estavam fora da Líbia. A operação de retirada dos trabalhadores da Andrade Gutierrez se deu, de acordo com nota da assessoria de imprensa da construtora, em quatro etapas.

"Na primeira, os familiares (6 portugueses e 3 brasileiros); na segunda, 32 colaboradores (30 portugueses e 2 brasileiros); na terceira, 6 colaboradores (5 brasileiros e 1 argelino); e na última etapa - finalizada hoje - mais 187 colaboradores (180 vietnamitas; 1 português; 4 brasileiros; 1 paquistanês e 1 argelino). O transporte foi realizado em voo charter (fretado), contratado pela Andrade Gutierrez, voos comerciais e um avião C-130 da Força Aérea Portuguesa".

A Odebrecht informou que um voo fretado chegou de Trípoli a Malta na manhã de hoje, com 466 pessoas. Entre elas, estavam todos os seus funcionários e familiares brasileiros, num total de 107. Foi neste voo também que quatro funcionários da Petrobrás e seus três familiares escaparam da Líbia, além de 332 trabalhadores da Odebrecht e seus familiares de 23 nacionalidades. Em nota, a construtora acrescentou que "em Malta, as pessoas estão sendo abrigadas em hotéis e a Odebrecht providenciará, em voos fretados e de carreira, a condução de todos aos seus países de origem".

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