Empresas britânicas usam herdeiro para lucrar

Minutos após o nascimento do filho do casal Kate e William, a Grã-Bretanha começou a acompanhar o início de uma verdadeira corrida. Não eram fãs da família real atrás do herdeiro. Eram empresários querendo tirar uma casquinha da nova "babymania". Em um país que ainda luta para sair da crise, o bebê real é motivo para vender praticamente tudo: de passagens de trem a cartões de visita.

LONDRES, O Estado de S.Paulo

23 de julho de 2013 | 02h08

Uma das empresas que largou primeiro foi a operadora de trens London Midland. "Estamos celebrando o nascimento do bebê real com uma venda superespecial", anunciaram. Para comemorar as 8 libras e 6 onças de peso - cerca de 3,8 quilos - do terceiro bisneto da rainha Elizabeth II, a companhia passou a vender passagens com desconto de exatos 8,6%.

Mais ousada, a Lisburn Graphics, uma pequena gráfica do interior do país, anunciou um "megadesconto": o pacote para o desenvolvimento de um logotipo e a impressão em cartões de visita passou a custar 86 libras (R$ 295) em homenagem ao peso do bebê. Antes, saía por 150 libras (R$ 515). Se o cliente quiser, há ofertas de óculos, travesseiros e até de fotos de bebês - mesmo os que não sejam da família real.

O Centro de Pesquisas do Varejo da Grã-Bretanha estima que o bebê real possa gerar até 240 milhões de libras (R$ 825 milhões) em negócios diretos para a economia britânica. Os gastos devem ser em livros, brinquedos, DVDs e lembranças do novo integrante da família real. Em meio ao verão mais quente em sete anos, donos de pubs e mercados esperavam faturar 100 milhões de libras (R$ 344 milhões) em bebidas e comidas na celebração. / F.N.

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