Nicholas Kamm/AFP
Nicholas Kamm/AFP

Empresas de limpeza nos EUA se preparam para explosão na demanda de seus serviços

No mundo pós-pandemia, limpar locais públicos é um negócio sério. Além de simplesmente remover o pó, as empresas precisarão limpar todas as superfícies várias vezes ao dia para desinfetar

Redação, O Estado de S.Paulo

26 de maio de 2020 | 03h30

WASHINGTON - Mesas, cadeiras, balcões e portas brilhantes. A reabertura de empresas e restaurantes terá de se concentrar na desinfecção se quiserem atrair clientes, e as empresas de limpeza americanas estão preparadas para uma explosão na demanda por seus serviços. 

Os gerentes de negócios enfrentam novos desafios ao repensar seu foco na higiene em locais de reunião pública, à medida que o presidente Donald Trump pressiona pela flexibilização do confinamento, mesmo com o aumento do número de mortes por coronavírus

"Para cada edifício que reabre, a demanda é maior do que era antes", disse Josh Feinberg, presidente da Coalizão de Limpeza da América, criada no fim de abril por sete empresas do setor para resolver novos problemas. 

No mundo pós-pandemia, limpar locais públicos é um negócio sério. Além de simplesmente remover o pó, as empresas precisarão limpar todas as superfícies várias vezes ao dia para desinfetar. 

"À medida que mais e mais prédios reabrem, a demanda continuará a crescer", disse Feinberg. "Estamos limpando com uma frequência muito maior do que quando se limpa somente a sujeira." 

Hospitais, asilos, escolas e jardins de infância, todos querem evitar a contaminação. Bares, restaurantes, lojas, salões de beleza precisam que os clientes estejam seguros ao entrar. 

Escritórios vazios

O setor de limpeza, que emprega 1 milhão de trabalhadores nos EUA, espera que a atividade aumente em um terço em comparação com o nível pré-pandêmico. 

Trump, que disputará o segundo mandato na Casa Branca, está ansioso para ver a atividade econômica aumentar a menos de seis meses das eleições presidenciais de novembro. 

 Alguns estados dos Estados Unidos permitiram que restaurantes e lojas abrissem suas portas, como Texas e Geórgia, mas outros temem que um retorno prematuro à normalidade possa levar a uma segunda onda de infecções e um golpe ainda pior à economia. 

Quase 100 mil pessoas já morreram de covid-19 nos Estados Unidos, e foram feitos menos testes no país do que em muitos países europeus. 

Como outras indústrias, a demanda por serviços de limpeza caiu drasticamente em meio a confinamentos em todo o país. 

Enquanto tentavam sobreviver, e antecipando um aumento na necessidade de seus serviços, as empresas trabalharam para manter seus funcionários e encontrar novos contratos para substituir aqueles que perderam. 

Para ajudar seus novos clientes, tiveram de treinar rapidamente trabalhadores para limpar e desinfetar quartos de hospitais, prateleiras de supermercados e até armazéns logísticos; todos os locais considerados essenciais permaneceram abertos e tiveram de ser limpos com muito mais cuidado do que antes.

No entanto, esses novos clientes compensaram apenas parcialmente a queda de 40% na atividade./AFP 

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