Empresas divulgam frequência de pedidos de dados pela NSA

Intenção é tentar mostrar aos usuários que a colaboração com a agência do governo dos EUA foi limitada

O Estado de S. Paulo,

04 de fevereiro de 2014 | 11h21

WASHINGTON - As principais empresas de tecnologia divulgaram novas informações sobre a frequência que receberam ordens para entregar dados de seus clientes para agências de espionagem do governo americano, em uma tentativa de mostrar que a colaboração com a NSA (Agência de Segurança Nacional dos EUA) foi limitada.

A medida foi tomada pelas empresas depois de elas terem sido liberadas para divulgar os dados por um acordo legal, fechado recentemente com advogados do governo.

Google, Microsoft, Yahoo!, Facebook, LinkedIn e Tumblr informaram terem fornecido informações detalhadas. Algumas empresas criticaram a forma como o governo tem tratado os dados de internet de seus clientes em investigações de contraterrorismo e outros casos envolvendo inteligência.

Os dados, que abrangem o período de 2012 a 2013, mostraram que empresas como Google e Microsoft foram obrigadas pelo governo a fornecer informações sobre as contas de até 10 mil clientes num período de seis meses. O Yahoo! obedeceu os pedidos do governo para mais de 40 mil contas no mesmo período. 

Com o objetivo de tranquilizar clientes e parceiros comerciais, alarmados pelas revelações sobre a grande coleta de dados de internet pelo governo americano, as empresas destacaram que apenas um pequeno número de seus clientes foi alvo das autoridades.

Ainda assim, milhares de americanos foram afetados por pedidos do governo aprovados por juízes do Tribunal de Vigilância de Inteligência Estrangeira. Os dados divulgados pelas empresas compreendem uma série de gráficos, garantias e protestos.

O Google e as demais empresas negaram que tenham concedido acesso irrestrito às informações de seus usuários. As empresas temem que as pessoas reduzam suas atividades online, o que pode causar prejuízos, pois daria a elas menos oportunidades de mostrar anúncios online e vender outros serviços./ AP

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