Empresas dos EUA reclamam de nova taxa de saúde

Os empregadores dos Estados Unidos estão criticando uma taxa de US$ 63 que deverão pagar por funcionário com seguro de saúde oferecido pela empresa no ano que vem. O imposto faz parte da lei de assistência a preços acessíveis ("Affordable Care Act") que reforma o sistema de saúde.

AE, Agência Estado

15 de março de 2013 | 03h33

A taxa de US$ 63 será aplicada a planos que cobrem milhões de norte-americanos em 2014. Ela será aplicada aos empregadores que assumem o risco das contas médicas dos funcionários e a muitos planos privados vendidos pelas seguradoras. A taxa será menor em 2015 e 2016, embora os reguladores não tenham definido esses valores.

As empresas e os provedores de outros planos de saúde deverão pagar, em conjunto, cerca de US$ 25 bilhões em três anos para criar um fundo que será usado pelas companhias de seguros. Com o montante, elas deverão compensar os custos da cobertura de saúde de pessoas com altas contas médicas.

As taxas devem atingir a maior parte dos grandes empregadores dos EUA. Vários deles vêm alegando que a imposição é injusta porque subsidia planos comprados individualmente que não cobrirão seus trabalhadores.

As companhias de seguros, que ajudaram a colocar o imposto na lei, dizem que ele é essencial para evitar que as taxas dos seguros aumentem muito quando as seguradoras obtiverem um fluxo de clientes insalubres no próximo ano. A taxa faz parte de um novo panorama criado pela lei federal que proíbe que as seguradoras neguem cobertura a pessoas com doenças pré-existentes.

Poucos notaram a taxa quando o Affordable Care Act foi aprovado. Os empregadores passaram os últimos meses tentando modificá-la, mas os regulamentos finais publicados na segunda-feira a deixou praticamente intacta. As informaçõe são da Dow Jones.

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