Empresas pedem subsídios oficiais como compensação

A nuvem de cinzas que parou a Europa pode levar à falência algumas pequenas empresas aéreas. Segundo o diretor-geral da Associação Internacional de Transportes Aéreos (Iata), Giovanni Bisignani, "a crise afetou 29% da indústria de aviação e 1,2 milhão de passageiros por dia de paralisação."

Jamil Chade, O Estado de S.Paulo

22 de abril de 2010 | 00h00

"Essa crise foi maior do que as perdas que tivemos com os ataques terroristas de 11 de Setembro (de 2001) quando o espaço aéreo americano esteve fechado durante três dias", disse.

O diretor também afirmou que agora é preciso buscar fórmulas para mitigar os efeitos econômicos da crise provocada pelo vulcão. Além disso, ressaltou que se deve discutir o tema de indenizações estatais às empresas privadas que foram afetadas. "Sou o primeiro a dizer que a indústria não deve depender de subvenções. Mas o que ocorreu é uma situação extraordinária", disse Bisignani. Após o 11 de Setembro, o governo americano distribuiu US$ 5 bilhões para sua indústria e a UE autorizou governos nacionais a dar recursos para suas empresas.

Enquanto isso, os agricultores aproveitam para insistir que também precisam de subsídios para enfrentar situações como essa.

A Sociedade Europeia de Vulcanologia estima que o impacto econômico do fenômeno na Islândia já é o maior registrado pelos especialistas. "Outros vulcões tiveram um impacto mais devastador, mas em locais mais concentrados. Dessa vez, estamos vendo um impacto generalizado", disse o presidente da sociedade, Henry Gaudru. "Paradoxalmente, essa foi uma explosão modesta. O problema é a região que foi atingida", disse. Os fazendeiro europeus usam o vulcão para insistir que os subsídios por anos criticados pelo Brasil à agricultura não podem ser reduzidos. Na área da Islândia atingida pelas cinzas houve perdas de até 15% na pepcuária. A produção de leite também foi afetada. /

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