Rebecca Blackwell/AP
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Empréstimo causa constrangimento à presidente do Chile

Em 2013, filho de Michelle Bachelet obteve US$ 10 milhões do Banco de Chile para investir na compra de um terreno

O Estado de S. Paulo

11 de fevereiro de 2015 | 17h53

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, está sendo pressionada por causa de alegações de que sua família teve acesso privilegiado a um empréstimo bancário para um acordo de terra. A revista chilena Que Pasa informou que uma empresa da qual a nora de Bachelet, Natalia Compagnon, é sócia recebeu um empréstimo de US$ 10 milhões do Banco de Chile durante a campanha presidencial de 2013.

A empresa Caval enfrentou atrasos na obtenção de um empréstimo de outros bancos. Mas o Banco de Chile aceitou conceder o dinheiro após o filho de Bachelet e sua esposa se encontrarem com o vice-presidente da instituição, Andronico Luksic, um dos homens mais ricos do Chile.

O capital foi usado para comprar um terreno por cerca de US$ 10 milhões e, meses depois, a área está sendo vendida por aproximadamente US$ 15 milhões.

O governo de Bachelet confirmou os detalhes do empréstimo nesta semana, alegando que era legal. O filho da presidente, Santiago Davalos, divulgou também uma declaração de interesses financeiros nesta quarta-feira. Mas o congressista da oposição Nicolas Monckeberg disse que não era o suficiente e pediu que Davalos renuncie ao cargo de chefe de uma fundação de caridade.

A controvérsia pode prejudicar a imagem de Bachelet, uma vez que ela fez campanha para lutar contra as desigualdades. / AP

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