Enchentes ameaçam Sérvia, Romênia e Bulgária

Bulgária, Romênia e Sérvia e Montenegro estão em estado de emergência por causa das maiores inundações dos últimos 111 anos na região. As águas do Rio Danúbio, que atravessa esses países, estão de nove a dez metros acima de seu nível normal. Há milhares de desabrigados, apesar das providências adotadas. Os prejuízos, segundo algumas estimativas, já se aproximam da casa de um bilhão de euros. Nos três países, centenas de milhares de pessoas foram retiradas de suas casas às margens do segundo maior rio da Europa. Segundo meteorologistas europeus, o fenômeno é conseqüência de uma convergências de fatores climáticos que provocam chuvas torrenciais e também derretem a neve das montanhas da região. "Nunca vi coisa igual em toda minha vida", disse o chefe da Comissão Européia do Danúbio, Daniel Nedialkov, depois de navegar pelo rio. "É inacreditável o que está ocorrendo aqui", prosseguiu. Pico Os meteorologistas estão prevendo o pico da cheia para as próximas 48 horas. Apesar da gravidade da situação, as perdas este ano são, até o momento, menores do que as ocorridas nas enchentes de 2002, quando a Europa Central ficou praticamente submersa. Ao que tudo indica, este ano os governos da região estavam melhor preparados para enfrentar o problema. Na Romênia, as autoridades mobilizaram as forças armadas para a construção de diques com sacos de areia. Também desviaram as águas do rio para extensas áreas agrícolas praticamente desabitadas. Dessa forma, aliviaram a pressão das águas sobre diques improvisados ao redor de muitas cidades. Mesmo assim, a cidade de Fetesti, ao norte da capital Romênia, Bucareste, ficou inundada. Dezenas de milhares de moradores da áreas ribeirinhas foram retirados às pressas de suas moradias. Na ex-república soviética da Geórgia, mais de 150 casas ficaram submersas depois que fortes chuvas e o derretimento da neve obrigou os operadores de uma comporta a liberar as águas represadas no Rio Inguri. Os moradores das regiões afetadas exigem compensação pelos danos causados, mas um alto funcionário dos serviços emergenciais do país caucasiano alega não estar claro se a abertura da comporta foi a principal causa da inundação.

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