Enchentes deixam ao menos 221 mortos na Coréia do Norte

Cerca de 82 pessoas ainda estão desaparecidas; cifras da Cruz Vermelha superam amplamente as da ONU

Agência Estado e Associated Press,

17 de agosto de 2007 | 15h18

Chuvas e enchentes sem precedentes na Coréia do Norte deixaram mais de 300 mortos ou desaparecidos, informou em Seul nesta sexta-feira, 17, a Federação Internacional das Sociedade da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho. Ao mesmo tempo, os governos da Coréia do Sul e dos Estados Unidos prometeram enviar assistência emergencial ao isolado país comunista.   O número de vítimas anunciado pela Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho - 221 mortos e 82 desaparecidos - é bastante superior às cifras divulgadas pela Organização das Nações Unidas (ONU).   Na quinta, em Nova York, a subsecretária-geral da ONU Margareta Wahlstrom disse que as chuvas haviam provocado até então a morte de 83 pessoas e que mais 60 eram consideradas desaparecidas.   Terje Lysholm, diretor interino da delegação da Cruz Vermelha Internacional em Pyongyang, declarou à Associated Press que o número de mortes provavelmente se estabilizaria em torno de 300. Sem divulgar números mais detalhados, ele disse que há muitas crianças entre os mortos.   As chuvas e enchentes também destruíram mais de 80.000 imóveis, afetando cerca de 350.000 pessoas, disse Lysholm. "Estamos encontrando muita dificuldade para chegar às áreas mais afetadas porque as estradas se foram", prosseguiu.   Ainda assim, assegurou ele, a Cruz Vermelha conseguiu entregar suprimentos a cerca de 80% das 16.000 famílias mais afetadas pelas chuvas. A previsão é de que a distribuição de ajuda a essas famílias termine no fim de semana.   Enquanto isso, inspetores do Programa Mundial de Alimentação da ONU deveriam visitar nesta sexta as áreas afetadas para definir a coordenação da ajuda internacional. A intenção é distribuir alimentos que já estejam no país para combater a fome entre os flagelados.   Na manhã desta sexta, a Coréia do Sul anunciou um pacote de ajuda emergencial ao país vizinho no valor de 7,1 bilhões de wons (quantia equivalente a mais de R$ 15 milhões). Em Washington, o governo americano prometeu doar US$ 100.000 para ajudar as vítimas das enchentes.   Em Roma, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, conhecida pelas iniciais em inglês FAO, alertou que os estoques de alimentos da Coréia do Norte provavelmente se deteriorarão porque as safras de arroz e milho foram duramente afetadas pelas enchentes.

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