REUTERS/Issei Kato
REUTERS/Issei Kato

Número de mortos em inundações no oeste do Japão sobe para 156

Equipes de emergência lutam para encontrar sobreviventes entre os escombros; porta-voz do governo fala em ao menos 10 desaparecidos, mas imprensa local afirma que valor passa de 50

O Estado de S.Paulo

10 Julho 2018 | 04h26
Atualizado 10 Julho 2018 | 11h58

TÓQUIO - O número de mortos em inundações e deslizamentos de terra provocados por chuvas torrenciais na região oeste do Japão subiu para 156 nesta terça-feira, 10. Equipes de emergência lutam para encontrar sobreviventes entre os escombros.

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O porta-voz do governo, Yoshihide Suga, também falou em pelo menos 10 pessoas desaparecidas, mas a imprensa informou que o número passa de 50. Esta é a maior tragédia provocada por um fenômeno meteorológico no Japão desde 1982.

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O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, que cancelou uma viagem a vários países da Europa e Oriente Médio, viajará na quarta-feira à região prejudicada.

Quase 8,4 mil pessoas que abandonaram suas residências permaneciam em refúgios nesta terça-feira, enquanto outras seguiam para casas de parentes. "Os 75 mil policiais, bombeiros, soldados das Forças de Autodefesa (nome do Exército japonês) e da Guarda Costeira fazem o possível para ajudar os mais prejudicados", afirmou Suga.

Clima

As buscas e os trabalhos de limpeza prosseguiam sob intenso sol, com temperaturas previstas de 35ºC. Nas atuais circunstâncias, os socorristas precisam ter cuidado pelo risco de insolação e ondas de calor, assim como pela possibilidade de novos deslizamentos de terra, disse o porta-voz.

As fortes chuvas registradas entre sexta-feira e domingo provocaram grandes inundações, deslizamento de lama e muitos danos, que deixaram vários moradores isolados, apesar das recomendações para que milhões de pessoas abandonassem suas casas.

"Continuamos as buscas em Mabi com oficiais das Forças de Autodefesa. Verificamos cada casa para garantir que não haja pessoas bloqueadas", afirmou uma fonte do governo regional de Okayama. "Também oferecemos serviços de banho quente e distribuímos água. Sabemos que é uma batalha contra o tempo e fazemos todos os esforços possíveis."

Na cidade de Kurashiki, de 483 mil habitantes, 8,9 mil casas estavam sem água corrente, um problema que afeta mais de 200 mil residências no oeste do país. Nas áreas em que havia construções nas encostas das montanhas, os deslizamentos destruíram completamente as casas e alguns bairros foram tomados pelo barro. Em 72 horas foram registrados recordes pluviométricos em 118 pontos de observação de 15 municípios. 

Mais de 70% do território japonês é formado por montanhas e colinas e muitas casas estão construídas em encostas íngremes ou em planícies suscetíveis a inundações, ou seja, zonas de risco. Além disso, muitas casas são de madeira, especialmente as construções mais tradicionais nas zonas rurais. / AFP

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