Enchentes e deslizamentos deixam 146 mortos na China

Equipes de resgate chinesas procuravam hoje 40 pessoas que foram encobertas por deslizamentos de terra provocados por fortes chuvas que atingem o país há dias e encheram a represa da hidrelétrica de Três Gargantas, a maior do mundo. Soldados usavam escavadeiras para retirar os escombros e procurar sobreviventes nas províncias de Sichuan e Shaanxi, enquanto funcionários em outras partes do país lutavam para drenar reservatórios que chegaram à capacidade máxima e empilhavam sacos de areia para evitar novas enchentes, segundo a agência de notícias oficial Xinhua. As chuvas já mataram ao menos 146 na China.

AE-AP, Agência Estado

20 de julho de 2010 | 12h23

Três pessoas morreram soterradas na noite de domingo no condado de Lingao, província de Shaanxi e 17 estão desaparecidas. No total, enchentes e deslizamentos mataram 37 pessoas em Shaanxi. Trinta e sete estão desaparecidas. Na província de Sichuan, as equipes procuram 13 desaparecidos após um deslizamento ter atingido a vila de Xujiaping na manhã de hoje.

O Ministério de Assuntos Civis anunciou que o número de mortes causadas pelas chuvas de verão já era de 146 e havia 40 desaparecidos até sexta-feira, um número que certamente vai aumentar, já que as enchentes continuam. A maioria das regiões mais afetadas está ao longo da bacia do rio Yangtze.

A agência Xinhua e a emissora estatal China Central Television informaram que a barragem de Três Gargantas acumula os níveis mais altos de água já registrados. O controle de enchentes ao longo do Yangtze foi uma das principais razões apontadas pelo governo para a construção da barragem de US$ 23 bilhões e que forçou o deslocamento de 1,4 milhão de pessoas.

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