Enchentes impedem turistas de sair de Acapulco

Duas tempestades provocaram estrados nas costa leste e oeste do México nesta terça-feira. Dezenas de milhares de turistas ficaram presos na cidade de Acapulco, no Oceano Pacífico, e graves danos foram registrados ao longo da costa do Golfo do México.

Agência Estado

17 de setembro de 2013 | 11h30

O número de mortos por causa do furação Ingrid e da tempestade tropical Manuel subiu de 34 para 38 durante a noite, segundo o coordenador federal de Proteção Civil, Luis Felipe Puente.

Cerca de 60 mil turistas, muitos dos quais provenientes da Cidade do México que foram para a cidade para o feriado prolongado do final de semana, ficaram presos em Acapulco por causa da inundação do aeroporto e do bloqueio de estradas por deslizamentos de terra provocadas por Manuel.

A maior parte da cidade estava sem água e eletricidade. Imagens de televisão mostraram que havia água na altura das canelas ao redor dos balcões de check-in do aeroporto da cidade.

Autoridades trabalharam durante a noite para abrir as estradas e o aeroporto, além de enviar alimentos e outros bens para a cidade, que tem mais de 800 mil habitantes.

O presidente Enrique Peña Nieto visitou a região afetada na segunda-feira e ordenou a intensificação dos esforços para a reabertura a estrada que liga Acapulco à Cidade do México.

O governo do Estado de Guerrero informou que 40 mil turistas ficaram presos na cidade, mas o diretor da câmara de comércio local disse que relatos dos hotéis indicam que o número pode chegar a 60 mil.

Vestígios de Manuel continuavam a provocar chuvas na costa do Pacífico. O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos disse que existe uma chance de Manuel recobrar as forças nas proximidades da península da Baja Califórnia.

Na costa do Atlântico, os Estados tentavam se recuperar do furacão Ingrid, que obrigou a saída de dezenas de milhares de pessoas de suas casas e bloqueou estradas. A tempestade estava se dissipando no nordeste do México nesta terça-feira.

O governo mexicano disse que o país não passava por situação climática semelhante desde 1958, quando o país foi simultaneamente atingido por duas tempestades tropicais, uma em cada costa. Fonte: Associated Press.

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