Enchentes matam 90 no Paquistão em uma semana

Fortes chuvas de monções na província paquistanesa de Sindh mataram ao menos 90 pessoas em uma semana e danificaram milhares de acres de plantações, disseram autoridades nesta segunda-feira.

REUTERS

05 Setembro 2011 | 10h07

O Paquistão ainda está assombrado pela memória das enchentes do ano passado, que deixaram ao menos 2 mil mortos e 11 milhões desabrigados, em um dos piores desastres naturais testemunhados pelo país asiático.

Um quinto da população paquistanesa ficou submersa em água -- uma área do tamanho da Itália -- e o governo, que foi amplamente acusado de reagir de forma muito demorada, enfrentava 10 bilhões de dólares em prejuízos à infraestrutura, sistemas de irrigação, pontes, casas e rodovias.

"Tivemos fortes chuvas em Sindh desde o final do mês passado e isso afetou cerca de 18 distritos na província", disse Sajjad Hayder Shah, diretor de operações na Autoridade Provincial de Administração de Desastres, à Reuters.

"A maioria das áreas que foram afetadas era rural, e a maioria das pessoas morreram por conta da queda de telhados."

Não houve indícios de que o Paquistão enfrentaria enchentes como aquelas sofridas no ano passado, acrescentou.

Mais de meio ano após a calamidade, mais de 800 mil famílias continuam sem abrigo permanente, segundo o grupo de ajuda humanitária Oxfam, e mais de 1 milhão de pessoas precisam de ajuda alimentar.

"Houve grandes prejuízos às plantações de pimenta vermelha, além do algodão e outros produtos agrícolas na região", disse outra autoridade.

A agricultura é a base da frágil economia paquistanesa, apesar de autoridades afirmarem que o prejuízo à safra não deve ter grande impacto na produção total.

(Reportagem de Faisal Aziz)

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