Encontrado um dos mais procurados por genocídio de Ruanda

Ex-chefe dos serviços de inteligência é acusado de criar unidades militares para ajudar no assassinato de tutsis

BBC Brasil, BBC

06 de outubro de 2009 | 07h36

Autoridades em Uganda anunciaram a prisão de um dos mais procurados suspeitos pelo genocídio de Ruanda em 1994. Idelphonse Nizeyimana, que foi o chefe dos Serviços de Inteligência de Ruanda, é acusado de organizar o assassinato de milhares de tutsis - entre eles uma importante e reverenciada rainha.

Correspondentes dizem que Nizeyimana foi detido quando viajava da República Democrática do Congo para o Quênia com documentos falsos. Segundo a polícia, ele já foi enviado para o Tribunal Criminal Internacional para Ruanda, baseado na Tanzânia, onde deve responder acusações de genocídio e crime contra a humanidade.

Cerca de 800 mil tutsis e hutus moderados foram mortos pelas milícias hutus durante 100 dias em 1994. Nizeyimana foi o chefe das operações militares e de inteligência durante o período do genocídio e é acusado de ter criado unidades militares especiais que teriam ajudado na matança.

Uma dessas unidades teria assassinado a rainha Rosalie Gicanda, viúva do rei Mutara III. Ele também é acusado de ter incitado e ajudado soldados a participar do genocídio. O Tribunal Criminal Internacional para Ruanda - que julga os crimes cometidos durante o genocídio - não confirmou a prisão.

 

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