Encontrados no Iraque mais 47 corpos com sinais tortura

A polícia iraquiana encontrou em Bagdá os corpos de 47 pessoas com impactos de bala e sinais de torturas, elevando para 161 o número de mortos em circunstâncias semelhantes na capital nos últimos três dias. Segundo fontes do Ministério do Interior, os 47 corpos, em sua maioria com as mãos amarradas atrás das costas, estavam em diferentes áreas de Bagdá e foram encontrados durante as últimas 24 horas. Além disso, quatro iraquianos - incluindo dois militares e um intérprete - e um soldado americano morreram neste sábado em novos atentados em Bagdá e na cidade de Karbala, a 100 quilômetros ao sul da capital, segundo fontes policiais.A polícia atribui as mortes à violência sectária entre xiitas e sunitas, que castiga o Iraque desde 22 de fevereiro quando foi atacado, em Samarra, um mausoléu venerado pela majoritária comunidade xiita.Em outro incidente, dois terroristas se suicidaram ao detonar as bombas que tinham presas ao corpo, após serem abordados por efetivos da Polícia e do Exército em uma região situada ao norte de Bagdá, segundo um comunicado das forças de segurança iraquianas. DivergênciasO primeiro-ministro iraquiano, o xiita Nouri al-Maliki, pediu neste sábado que os iraquianos esqueçam suas divergências políticas e religiosas, e apóiem o plano que anunciou há três meses para a reconciliação nacional no Iraque. O pedido foi feito depois da crescente violência no país.Maliki expressou essa postura em uma conferência que conta com a presença de centenas de representantes das organizações da sociedade civil iraquiana, para discutir como reduzir a violência no Iraque e evitar um conflito entre os sunitas e os xiitas do país."Lutamos contra o terrorismo para restabelecer a segurança. Este objetivo é alcançado através da unidade e do diálogo, e não do fanatismo", disse Maliki."Meu plano para a reconciliação (nacional) só aceita os que reconhecem o outro e rejeitam o sectarismo e o extremismo", disse. A conferência de Bagdá, que durará dois dias, é a segunda realizada no Iraque em apoio à reconciliação desde que o primeiro-ministro anunciou sua proposta, em junho, e pediu ajuda de todos os grupos políticos, religiosos e étnicos do país para que tenha êxito.Em agosto, cerca de 500 líderes tribais e dirigentes religiosos, na maioria da província de Al-Anbar - onde se concentra a insurgência sunita -, se reuniram em Bagdá para estudar como reduzir a violência e promover a união nacional.Esta matéria foi alterada às 15h43 para acréscimo de informações

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.