Encontro com Fox é desnecessário, diz zapatista

O subcomandante Marcos, porta-voz e principal estrategista da guerrilha zapatista, considerou desnecessário um encontro direto com o presidente mexicano Vicente Fox e afirmou que "a guerra de Chiapas não se resolve com uma reunião entre duas pessoas". A 12 dias do início do "Zapatour", como está sendo chamada a marcha que uma delegação rebelde realizará do Estado de Chiapas, no sul do país, até a capital, Marcos disse que a viagem não foi organizada a convite de Fox e, sim, para dialogar com o Congresso. Marcos indicou que até agora não manteve nenhum contato com o Comissário de Paz governamental, Luis H. Alvarez, que solicitou um encontro com os dirigentes zapatistas antes de iniciarem a marcha para definir a logística e a segurança da iniciativa. O propósito da viagem é tentar convencer o Legislativo a aprovar uma lei sobre direitos e cultura indígenas nos moldes dos primeiros acordos de paz assinados entre guerrilha e governo em fevereiro de 1996. O subcomandante Marcos reiterou que não haverá "contato com o governo federal" até se cumprirem as três "condições mínimas" estabelecidas pelo Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN): a libertação de todos os zapatistas detidos (ainda há uma centena na prisão), a retirada do Exército de sete bases em Chiapas (faltam três) e a aprovação da lei sobre os indígenas pelo Congresso federal.

Agencia Estado,

13 de fevereiro de 2001 | 02h40

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