Encontros bilaterais precedem a cúpula do G7 em Tóquio

O principal debate será os problemas criados nas bolsas pela crise hipotecária americana

EFE

09 de fevereiro de 2008 | 03h02

Vários encontros bilaterais de ministros de Finanças e governadores dos bancos centrais precedem neste sábado em Tóquio a cúpula do G7. Os titulares de Finanças do Japão, Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, Canadá, Itália e França discutirão os problemas criados nas bolsas pela crise hipotecária americana e a possibilidade de uma recessão nesse país, mas não são esperadas medidas concretas, segundo fontes oficiais japonesas. O anfitrião da cúpula, o ministro japonês Fukushiro Nukaga, se reuniu esta manhã com o secretário de Tesouro americano, Henry Paulson, em um dos encontros bilaterais prévios à cúpula. "Eles concordaram em seguir cooperando estreitamente e manter uma boa relação de trabalho", indicou em comunicado o Ministério de Finanças japonês. Antes do encontro, Nukaga disse aos jornalistas que sua intenção era "conhecer a previsão econômica dos Estados Unidos e como as medidas adotadas influirão na economia real", segundo a agência "Kyodo". O ministro japonês assinalou ainda que a crise das hipotecas de alto risco ("subprime"), que causou turbulências nas bolsas de valores no mundo todo, "começou nos Estados Unidos, portanto, esse país deve fazer frente a ela e falar de sua previsão para o futuro". O responsável japonês sugeriu que não sairá da reunião uma ação armada para interromper a crise creditícia, pois cada país tem preocupações diferentes, declaração que foi apoiada pelo ministro das Finanças do Reino Unido, Alistair Darling. Os líderes das finanças mundiais devem apenas lançar uma mensagem de tranqüilidade aos mercados no comunicado final da cúpula, segundo assinalaram os anfitriões japoneses. Espera-se que o G7 confirme que a base da economia global continua firme, mas admita que a incerteza cresceu, como foi demonstrado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que diminuiu sua previsão de crescimento econômico mundial para 4,1%, a menor desde 2003. Participam da reunião de Tóquio, entre outros, o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Ben Bernanke, e o diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn. À noite, os ministros e governadores dos países do G7 jantarão com os delegados de China, Coréia do Sul, Indonésia e Rússia para analisar o impacto de uma possível recessão dos EUA nas economias emergentes.

Tudo o que sabemos sobre:
G7

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.