Andrew Yates/REUTERS
Andrew Yates/REUTERS

Enfermeira britânica é denunciada pelo homicídio de oito bebês

A mulher, de 30 anos, já era suspeita dos crimes desde 2018, quando foi presa pela primeira vez, mas foi liberada na época por falta de provas

Redação, O Estado de S.Paulo

11 de novembro de 2020 | 20h35

CHESTER, REINO UNIDO -  A enfermeira britânica Lucy Letby, de 30 anos, foi presa acusada do assassinato de oito bebês e da tentativa de matar outros dez em um hospital em Chester, no noroeste do Reino Unido, segundo informações divulgadas pela polícia de Cheshire nesta quarta-feira, 11. A mulher já era suspeita dos crimes desde 2018, quando foi presa pela primeira vez, mas foi liberada na época por falta de provas.

Letby, que reside em Hereford, perto de Chester, será levada ao Tribunal de Warrington na quinta-feira, de acordo com comunicado emitido pelas forças de segurança.

As acusações contra ela dizem respeito ao período entre junho de 2015 e junho de 2016, quando houve várias mortes por causas até então inexplicáveis de recém-nascidos no Hospital Condessa. Os pais de todos os bebês envolvidos no caso estão recebendo informações oportunas das autoridades, bem como apoio psicológico.

"Os serviços do promotor autorizaram a polícia de Cheshire (condado cuja capital é Chester) a indiciar uma profissional de saúde por assassinato no âmbito de uma investigação sobre a morte de um certo número de bebês" na unidade neonatal do hospital de Chester, informou a nota.

O caso chocou o Reino Unido, especialmente depois que as suspeitas das mortes dos recém-nascidos começaram a ser direcionadas à enfermeira, em 2018. 

A polícia lembrou hoje que Letby tem direito a um julgamento justo e que as informações ou comentários não devem ser compartilhados na internet, com o risco de prejudicar os procedimentos em andamento.

A enfermeira trabalhou como estagiária no hospital público por três anos, antes de terminar seus estudos na universidade local e se especializar como enfermeira infantil. Depois disso, a ré trabalhou na unidade neonatal, especializando-se em bebês que requerem diferentes níveis de cuidados.

Todos os anos, a unidade cuida de cerca de 400 bebês, mas desde o fim de julho de 2016 deixou de admitir crianças nascidas antes das 32 semanas de gestação, período a partir do qual não foram registradas mais mortes.

Um relatório publicado em 2017 pelo Royal Medical College of Paediatricians and Child Health concluiu que não havia causa alguma para explicar o aumento de mortes na unidade, registrado a partir de 2014. Três recém-nascidos morreram nesse ano, oito em 2015 e seis em 2016. /EFE e AFP

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