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Enfermeira cuidou de seus ferimentos e fugiu de táxi de tiroteio em Las Vegas

Natalie Vanderstay é uma das vítimas de Stephen Paddock, o atirador que abriu fogo e matou 59 pessoas

O Estado de S.Paulo

04 Outubro 2017 | 14h21

LAS VEGAS, EUA - Acostumada a tratar pacientes no centro Médico da Universidade Católica de Los Angeles, a enfermeira Natalie Vanderstay, de 43 anos, teve de cuidar dos próprios ferimentos ao tornar-se uma das vítimas de Stephen Paddock, o atirador que abriu fogo e matou 59 pessoas na segunda-feira em Las Vegas. 

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Ela estava na frente do palco do festival de música country atacado por Paddock quando os tiros de semiautomática começaram. A princípio, pareciam fogos, mas os gritos foram ficando cada vez mais fortes até que ela começou a ouvir a seu redor: “Fui atingido”. E o estampido começou. 

“Fiquei no chão porque àquela altura não sabia quantos atiradores havia. Não queria me mover”, contou.

Então, Natalie viu sua perna fraturada e sentiu uma bala perfurar seu abdôme. “Doía demais, parecia que eu tinha sido golpeada por uma bola de beisebol, tamanha a força”, disse. “Olhei para baixo e havia sangue por todo o lado.” 

A enfermeira conta que sua primeira providência foi tentar sair dali e procurar atendimento, ou iria sangrar até a morte. Lembrando-se de seu treinamento de emergência, fez um torniquete na perna e rastejou no chão para evitar novos tiros.

Ao chegar em um local razoavelmente seguro, apesar de ter de desviar de gente caída e pisoteada, os tiros continuavam. E então pararam. Foi quando um táxi, que já levava três passageiros, parou para ajudá-la. 

O motorista a levou para o único hospital do Estado apto para tratar ferimentos como o dela e os três passageiros, que não estavam feridos, ajudaram com os primeiros socorros. 

“Eles ficavam pressionando o ferimento e ligaram para a minha família”, afirmou. “Estavam assustados, mas me ajudaram muito.”

A bala danificou o intestino de Natalie e sua perna ficou bastante prejudicada.

 A recuperação deve durar meses. Agora, ela quer encontrar o taxista que a salvou antes de voltar para Los Angeles./ WASHINGTON POST

 

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