Enfermeiras búlgaras embarcam rumo a Sófia

Grupo foi sentenciado a prisão perpétua na Líbia pela contaminação pelo vírus da aids de várias crianças

Associated Press e Efe,

24 Julho 2007 | 02h46

As cinco enfermeiras búlgaras e o médico palestino foram libertados esta manhã e deixaram Tripoli nesta terça-feira, 24, em um avião junto com a primeira-dama francesa, informa a Presidência da França. Os seis foram sentenciados a prisão perpétua na Líbia ao serem considerados culpados pela contaminação pelo vírus da aids de várias crianças. A rádio nacional líbia confirmou a libertação do grupo e acrescentou que os seis foram extraditados para a Bulgária. Os seis profissionais de saúde tomaram esta manhã um avião oficial francês. Eles devem chegar à capital búlgara pouco antes das 4 horas (de Brasília), segundo o porta-voz do Palácio do Eliseu, David Martinon. A delegação, que chegou a Tripoli no domingo para negociar a libertação, incluía o representante da União Européia para assuntos estrangeiros, Benita Ferrero-Waldner, e o secretário-geral do Palácio do Eliseu, Claude Gueant. Na semana passada, as autoridades francesas tinham anunciado que Sarkozy viajaria à Líbia. O presidente francês falou na segunda-feira por telefone com o líder líbio, Muammar Kadafi. A emissora de rádio France Info revelou que Kadafi tinha interesse em resolver o caso tendo a França como intermediária. Ele pretende formar uma "aliança estratégica" com o presidente francês, de forte conteúdo econômico. A União Européia (UE) ofereceu à Líbia ajuda para combater a aids, modernizando tecnologicamente o centro pediátrico de Benghazi onde 438 crianças líbias foram contaminadas com o vírus da aids, das quais 56 morreram. Os seis voluntários foram condenados à morte em duas ocasiões. Mas a pena capital foi comutada na terça-feira passada para prisão perpétua pelo Alto Tribunal de Justiça (ATJ), subordinado ao Ministério da Justiça. As famílias das vítimas receberam uma indenização de US$ 1 milhão cada uma. (Texto atualizado às 3h20)

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