Enfermeiro é condenado à prisão perpétua pela morte de 28

Stephen Letter, enfermeiro de 28 anos, foi condenado nesta segunda-feira à prisão perpétua por matar 28 pacientes após administrar remédios que não poderiam ser usados simultaneamente em um hospital da localidade bávara de Sonthofen (sul). A Audiência Provincial de Kempten considerou que em 12 dos 28 casos o enfermeiro cometeu um homicídio doloso (quando o assassino tem a intenção de matar), em outros 15, homicídio culposo (resultado de uma ação negligente), e no último praticou eutanásia a pedido do paciente. No início de seu julgamento, em fevereiro, Letter confessou que tinha matado pacientes, mas afirmou que não se lembrava do número exato de vítimas. O advogado de Letter, Juergen Fischer, argumentou que seu cliente injetou as drogas por compaixão aos pacientes, que estariam em situações graves. As mortes no hospital de Sonthofen, ao sudeste de Munique, começaram em fevereiro de 2003, apenas um mês depois do enfermeiro ter começado a trabalhar no local. A última vítima faleceu em julho de 2004, pouco antes de Letter ser preso. Os pacientes tinham entre 40 e 94 anos, incluindo dois pacientes graves de 40 e 47 anos, mas nenhum deles, segundo as autoridades, eram pacientes terminais. O juiz que presidia a sessão, Harry Rechner, afirmou que Letter era um ativista a favor do suicídio assistido e queria pôr fim às vidas que considerava um sofrimento aos pacientes. O tribunal qualificou a atitude do condenado de "especialmente grave", o que o impede de recorrer à liberdade condicional após 15 anos de prisão, como costuma ocorrer com presos que mostram bom comportamento. O condenado também está proibido de voltar a exercer sua profissão.

Agencia Estado,

20 Novembro 2006 | 14h38

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