Engenheiro nuclear é assassinado na Síria

Um engenheiro nuclear sírio foi assassinado nesta quarta-feira durante um tiroteio na região central da Síria, o último de uma série de assassinatos de acadêmicos e cientistas ocorridos nesta semana. Segundo a agência estatal de notícias Sana, o engenheiro e professor universitário Aws Khalil foi alvejado na cabeça por um "grupo terrorista armado" que age em Homs, mas ativistas acusam o regime de atacar os acadêmicos numa tentativa de aterrorizar os rebeldes da cidade.

AE, Agência Estado

28 Setembro 2011 | 16h03

O assassinato de Khalil ocorreu no momento em que a cidade de Rastan, que fica nas proximidades, enfrenta seu segundo dia de confrontos entre tropas que tentam invadir o local e militares que mudaram de lado e se uniram aos opositores do governo do presidente Bashar Assad.

Ativista disseram que há centenas de soldado que desertaram em Rastan e em outras áreas nas proximidades de Homs. A rede Comitês de Coordenação Locais e o Observatório Sírio de Direitos Humanos, sediado em Londres, disseram que um tenente desertor morreu nos confrontos desta quarta-feira.

Khalil é o quarto acadêmico sírio a ser assassinato em Homs desde domingo. A cidade, reduto de dissidentes contra o regime autocrático de Assad, testemunhou alguns dos maiores protestos contra o governo desde o início do levante, seis meses atrás.

No último mês, a cidade registrou confrontos quase diários entre tropas sírias e desertores. Mohammed Saleh, um opositor de Homs, disse que a morte de Khalil nesta quarta-feira é parte de uma série de assassinatos de acadêmicos sírios.

Elas incluem Hassan Eid, chefe de cirurgia torácica do hospital de Homs, que cuidou de sírios feridos nos últimos meses. Também foram mortos a tiros os professores Nael Dakhil, de 54 anos, e Mohammed Aqeel, de 49, que foram assassinados por disparos que atingiram seu carro no bairro de Ghouta.

As vítimas têm diferentes origens religiosas - xiitas, alawitas e cristãos - e não está claro se os assassinatos têm razões sectárias, mas nenhum dos mortos era sunita, afirmou Saleh.

Segundo ele, não está claro quem está por trás dos assassinatos. Saleh lembra que há vários homens armados circulando por Homs e que a situação é tensa. As informações são da Associated Press.

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