Andrew Medichini/AP
Andrew Medichini/AP

Engenheiros iniciam operação para erguer Costa Concordia

Resgate deve durar o dia todo; técnicos irão procurar dois corpos que continuam desaparecidos

O Estado de S. Paulo,

16 Setembro 2013 | 13h59

Equipes de engenharia começaram a erguer nesta segunda-feira, 16, o navio Costa Concordia. O gigantesco casco de 114,5 mil toneladas está tombado há mais de 20 meses, na costa da ilha de Giglio, na Itália. O navio naufragou após bater em rochas, em 13 de janeiro de 2012. Ao menos 32 pessoas morreram no acidente.

Após um atraso de três horas por causa de uma tempestade durante a madrugada, que chegou a interromper os preparativos finais, os técnicos iniciaram a operação por volta de 4h (horário de Brasília). A atividade deve durar o dia todo.

O acidente foi causado por erros de avaliação pelos quais o capitão Francesco Schettino está sendo processado penalmente.

Com um custo estimado em mais de 600 milhões de euros (795 milhões de dólares), o resgate é composto por uma equipe internacional de 500 engenheiros que estão na ilha desde o ano passado, estabilizando a embarcação e preparando o início da operação que consiste em endireitá-la, para que o navio possa então ser rebocado para um estaleiro onde será desmontado.

Grandes seguradoras do setor marítimo acompanham atentamente a operação de resgate do navio. Eventuais problemas na operação poderão ter um impacto significativo sobre futuras apólices.

Os engenheiros se dizem confiantes no sucesso da operação, embora o processo nunca tenha sido tentado sob condições tão difíceis em um barco desse tamanho.

"Ele está sobre a lateral de uma montanha no leito marinho, equilibrado sobre dois corais, e é um navio realmente grande. Então é algo que nunca foi feito nessa escala", disse o engenheiro sul-africano Nick Sloane, que participa da tarefa.

O endireitamento do navio deve levar 10 a 12 horas, e a fase mais delicada deveria ser o início, quando polias hidráulicas começariam a erguer milhares de toneladas de metal do leito rochoso. Durante a operação, os técnicos também irão procurar os corpos de um tripulante e uma passageira que continuam desaparecidos. / REUTERS

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