Eduardo Munoz/ Reuters
Eduardo Munoz/ Reuters

Novos vídeos com abusos policiais surgem enquanto manifestantes lamentam por Floyd

Cenas de uso excessivo de força contra civis foram vistas em cidades como Buffalo, Indianápolis e Tacoma

Redação, O Estado de S.Paulo

05 de junho de 2020 | 12h32

WASHINGTON - Enquanto dezenas de milhares de pessoas marchavam pacificamente pelas cidades americanas novamente para lamentar a morte de George Floyd e exigir a responsabilidade da polícia, uma nova afronta surgiu com vídeos que mostrando abusos das forças de segurança.

Em Buffalo, dois policiais foram suspensos na quinta-feira, 4, depois de terem empurrado e ferido gravemente um homem de 75 anos em uma manifestação contra a brutalidade policial. O incidente foi chamado pelo governador de Nova York, Andrew M. Cuomo, de "totalmente vergonhoso".

Em Indianápolis, a polícia abriu uma investigação após um vídeo mostrar pelo menos quatro policiais subjugando agressivamente uma mulher e atingindo-a com bastões no domingo à noite.

No estado de Washington, surgiram novas imagens mostrando policiais de Tacoma espancando um homem negro algemado, Manuel Ellis, que morreu sob custódia da polícia em março. No início da sexta-feira, a prefeita de Tacoma, Victoria Woodards, pediu que os policiais fossem demitidos.

Para Entender

O caso George Floyd

Homem negro de 46 anos foi morto por policial branco durante abordagem; desencadeados pelo assassinato, protestos contra o racismo e a violência policial eclodiram nos EUA e no mundo

O prefeito de Washington, Muriel E. Bowser, pediu formalmente ao presidente Donald Trump que "retirasse toda a lei federal extraordinária e a presença militar" na cidade. A carta veio em meio a críticas de que a presença militar está piorando as coisas e criando múltiplas cadeias de comando.

A União Americana das Liberdades Civis e a Black Lives Matter acusaram o presidente Trump e seu governo de autorizar um "ataque não provocado e francamente criminoso" a manifestantes para permitir uma foto presidencial em frente à histórica Igreja Episcopal de St. John. / The Washington Post 

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