Enriquecimento de urânio do Irã para por 1 dia, diz AIEA

As atividades iranianas de enriquecimento de urânio ficaram paralisadas por pelo menos um dia em meados deste mês, revela um documento de circulação restrita da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) obtido hoje pela agência de notícias AFP. Especula-se que o apagão tenha sido causado por um ataque cibernético.

AE, Agência Estado

23 de novembro de 2010 | 17h27

"Em 16 de novembro, nenhuma cascata (de enriquecimento de urânio da usina nuclear de Natanz) foi alimentada com UF6 (hexafluoreto de urânio)", diz a cópia do relatório restrito da AIEA, subordinada à Organização das Nações Unidas (ONU). Em uma visita anterior à usina de Natanz, realizada em 5 de novembro, inspetores da AIEA verificaram que mais de 4.800 centrífugas estavam sendo alimentadas com material nuclear. No dia 22, praticamente o mesmo número de centrífugas estava em atividade.

Não há informações precisas sobre a duração da paralisação percebida no dia 16 e também não se sabe se ela durou mais de um dia, disse uma fonte diplomática na AIEA. O documento da agência nuclear da ONU não contém nenhuma explicação sobre o que teria motivado a paralisação e a fonte diplomática recusou-se a especular sobre a possibilidade de o problema ter sido causado por um vírus de computador recentemente detectado em instalações nucleares iranianas.

Na semana passada, a empresa de segurança em informática Symantec informou que uma versão do vírus Stuxnet poderia ter sido especificamente programada para interromper o funcionamento dos motores de centrífugas de enriquecimento de urânio. A informação alimentou especulações segundo as quais o vírus teria sido projetado para sabotar as instalações nucleares do Irã, especialmente a usina atômica de Bushehr, construída pela Rússia. As informações são da Dow Jones.

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