Entenda os atritos diplomáticos entre China e Estados Unidos

Censura e ataque Hacker ao Google, venda de armas a Taiwan, e visita de dalai-lama provocam tensões

estadao.com.br,

02 de fevereiro de 2010 | 16h42

Nas últimas semanas, EUA e China, duas das maiores economias do mundo se envolveram em diversos atritos diplomático envolvendo pontos de conflito entre os dois países. Veja quais são:

Google/Direitos Humanos

No mês passado, o Google ameaçou encerrar suas operações na China devido ao crescente ataque de hackers a seu serviço de buscas. A empresa entrou no mercado chinês após concordar com o veto a algumas buscas sensíveis para o governo, como o massacre da praça da paz celestial em 1989, e a questão tibetana.

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, criticou a falta de liberdade na internet na China e conclamou as empresas de tecnologia dos EUA a não aceitar restrições ao livre fluxo de informação online.

Em resposta, o governo chinês acusou os EUA de fazerem acusações sem fundamento e prejudiciais às relações entre os dois países.

 

Venda de armas/Taiwan

No final de janeiro, o Pentágono enviou ao Congresso uma proposta de venda de armas para Taiwan no valor de US$ 6 bilhões. O negócio irritou a China, que considera a ilha de Formosa uma "província rebelde" mesmo após a cisão dos dois países em 1949, chamou a venda de uma interferência nos assuntos internos do país.

Dalai-lama/Tibete

Nesta terça-feira, 2, a China disse que um possível encontro do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, com o líder tibetano dalai-lama vai abalar ainda mais as relações sino-americanas.

Há especulações de que Obama encontraria o Dalai Lama durante uma visita do líder espiritual budista aos EUA, nos próximos meses. O líder budista vive no exílio desde a anexação do Tibete à China em 1959.

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