Pat Roque/AP
Pat Roque/AP

Enterrados oito jornalistas mortos em massacre nas Filipinas

Antigos aliados da presidente Gloria Macapagal Arroyo podem ser responsáveis pela chacina

Associated Press

04 de dezembro de 2009 | 04h45

O funeral para oito jornalistas, que foram mortos no mais violento massacre político já visto com outras 57 pessoas nas Filipinas, foi concluído com flores, ao mesmo tempo que as forças de segurança confiscaram o armamento de um poderoso clã suspeito da chacina.

 

Trinta jornalistas e seu staff - o maior número de repórteres assassinados em um só ataque no mundo - foram mortos em 23 de novembro último com a família e apoiadores do candidato de oposição ao clã Ampatuan, que controla a empobrecida província de Maguindanao.

 

A polícia disse que pelo menos cinco mulheres, incluindo uma jornalista, foram estupradas, com base em testes iniciais. As pistas forenses também indicaram que algumas das vítimas foram mortas com um arma com mira a laser e outras foram atingidas por disparos de uma distância de apenas 60 centímetros, disse Arturo Cacdac, diretor do laboratório criminal da polícia.

 

"É muito difícil conviver com a dor", disse Eliver Cablitas, marido de Marites Cablitas, 38, editor do tabloide News Focus, que deixou para trás três adolescentes.

 

No local onde os corpos dos jornalistas foram enterrados foram postas flores. Um comboio de motocicletas, carros e caminhões os seguiram desde a igreja em General Santos até o cemitério.

 

O clã Ampatuan, notório pelo amplo exército privado a fim de se proteger contra os rebeldes separatistas muçulmanos, tem sido aliado da presidente Gloria Macapagal Arroyo, que recebeu o apoio crucial dos votos da região durante as eleições de 2004. Arroyo prometeu rapidamente fazer justiça às mortes. Os Ampatuans estão afastados por Gloria e seu partido.

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