Mark Baker / AP
Mark Baker / AP

Pai e filho sírios são as primeiras vítimas do massacre na Nova Zelândia a serem enterrados

Envoltos em um tecido branco, os corpos foram dispostos voltados para Meca; policiais fortemente armados vigiavam o local, com flores presas ao coldre do revólver e aos seus rifles

Redação, O Estado de S.Paulo

20 de março de 2019 | 05h00
Atualizado 20 de março de 2019 | 11h37

CHRISTCHURCH, NOVA ZELÂNDIA - Um pai e um filho que fugiram da guerra civil na Síria para o "país mais seguro do mundo" foram as primeiras vítimas do massacre na Nova Zelândia a serem enterrados. Os funerais de Khalid Mustafa, de 44 anos, e Hamza Mustafa, de 15 anos, ocorreram cinco dias depois que um supremacista branco matou 50 pessoas em duas mesquitas de Christchurch

Outros quatro corpos foram enterrados e as cerimônias devem prosseguir ao longo da semana. Envoltas em um tecido branco, as vítimas foram dispostas voltadas para Meca e, após as orações fúnebres, foram carregadas para suas covas. "Foi muito emocionante para mim", disse Gulshad Ali, que viajou de Auckland a Christchurch para comparecer ao funeral.

Centenas de pessoas acompanharam Ali no velório das vítimas do ataque. A maioria delas era imigrante ou refugiado de países como Paquistão, Índia, Malásia, Indonésia, Turquia, Somália, Afeganistão e Bangladesh.

A mais nova das vítimas era um menino de três anos, nascido na Nova Zelândia de pais oriundos da Somália. "Não consigo dizer o quão revoltante é (o ataque). Uma família veio para cá (Nova Zelândia) buscando segurança e eles deveriam ter ficado seguros aqui", disse a primeira-ministra neozelandesa, Jacinda Ardern, durante sua segunda visita à cidade desde os ataques.

Policiais fortemente armados vigiavam o local, com flores presas ao coldre do revólver e aos seus rifles. A premiê afirmou que o chamado para orações islâmicas na sexta-feira será transmitido para todo o país. "Desejamos mostrar apoio à comunidade islâmica enquanto eles voltam para suas mesquitas." / Reuters e AP

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