Enterro de líder da mesquita reúne milhares de paquistaneses

Abdul Aziz, irmão de Rashid, participa e dirige as orações do funeral

Efe

12 Julho 2007 | 07h00

Milhares de pessoas assistiram nesta quinta-feira, 12, ao enterro do clérigo Rashid Ghazi, em Rojhan Mazari, no centro do Paquistão, sob rígidas medidas de segurança, dois dias após a sua morte no assalto à Mesquita Vermelha de Islamabad.Rashid Ghazi foi enterrado em sua localidade natal, para onde foi levado de helicóptero. O seu irmão e líder máximo da Mesquita Vermelha, o detido Abdul Aziz, recebeu permissão para viajar ao lado do corpo.As autoridades permitiram a Aziz dirigir as orações do funeral sob o atento olhar das forças de segurança e na presença de numerosos moradores da região. Eles prestaram tributo a Ghazi pelo que definiram como "heróica" luta pela causa do Islã.Ghazi, líder dos radicais armados da Mesquita Vermelha, foi abatido na terça-feira pelas forças de segurança junto com vários fundamentalistas nos porões da Jamia Hafsa, escola corânica situada ao lado do templo.Os parentes do clérigo tinham pedido que ele fosse enterrado em Islamabad, junto ao túmulo de seu pai, conforme a sua última vontade. Mas o governo rejeitou o pedido, temendo que a sepultura se transformasse em lugar de culto.Enquanto isso, em Islamabad, foram enterrados alguns dos mortos no assalto, que começou na madrugada de terça-feira e terminou na quarta-feira.O Exército informou a morte de apenas 10 militares e 73 radicais armados. Mas uma fonte dos serviços de inteligência disse à agência Efe que pelo menos 286 corpos foram retirados da Mesquita Vermelha.A fonte, que pediu o anonimato, disse que os corpos foram levados a um frigorífico privado, a cerca de 20 quilômetros. Eles seriam enterrados de madrugada, num cemitério da capital.Antes do assalto, o governo sustentou que na mesquita resistiam dezenas de radicais armados, que usava como reféns 300 a 500 mulheres e crianças. Mas depois só informou a libertação, rendição ou detenção de aproximadamente 80 pessoas.Parentes das vítimas protestaram porque os mortos estão sendo enterrados em sua ausência e sem que pudessem ver os corpos.

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