Entidades e líderes judaicos lamentam e acusam grupo radical

‘Não há palavras para descrever a angústia que sentimos’, declarou a Federação Israelita do Estado de São Paulo

O Estado de S. Paulo

30 de junho de 2014 | 21h36

Líderes da comunidade judaica brasileira e latino-americana lamentaram na segunda-feira, 30, por meio de comunicados, notas e artigos a morte dos jovens. “Novamente, o terrorismo faz suas vítimas. Foi com grande tristeza que recebemos a notícia que os adolescentes sequestrados pelo Hamas foram mortos”, declarou Jack Terpins, presidente do Congresso Judaico Latino-Americano, ao ser informado da morte de Eyal Yifrach, de 19 anos, Gilad Shaar, 16, e Naftali Fraenkel, 16.

“Assassinar civis e menores demonstra a verdadeira cara terrorista do Hamas”, acusou Terpins, transmitindo suas condolências às famílias das vítimas sequestradas no dia 12. 

O presidente da Confederação Israelita do Brasil (Conib), Claudio Lottenberg, afirmou que “o mundo democrático não pode tolerar o terrorismo e a morte desses três jovens”. “Eles foram alvo de um crime abominável, perpetrado por quem alimenta uma cultura de ódio e impede qualquer esforço para uma convivência pacífica em uma região tão turbulenta como o Oriente Médio.”

“As democracias e a comunidade internacional precisam se unir para garantir que as forças contrárias aos valores democráticos não triunfem”, disse Lottenberg em comunicado.

A Conib lamentou as mortes, “prestando sua solidariedade e condolências” às famílias das vítimas. Abaixo da nota, no site da entidade, foi publicada uma imagem das mães dos jovens abraçadas.

O cônsul-geral de Israel em São Paulo, Yoel Barnea, publicou um artigo afirmando que os únicos “crimes” dos jovens eram ser israelenses e judeus. “O Estado de Israel não poupará esforço para trazer a juízo os responsáveis por essa terrível ação. O Hamas, a organização terrorista responsável pelo sequestro, tem uma longa história de ataques terroristas, cujos alvos são civis israelenses. (...) Essas atividades terroristas já fizeram mais de mil vítimas inocentes .” 

“Nossos corações estão com as famílias. Não há palavras para descrever a angústia que sentimos”, declarou a Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp), que organiza na terça-feira, 1, às 21 horas, um ato em homenagem aos jovens, na Praça Vilaboim, em Higienópolis, na região central da capital paulista.

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