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Entidades ligadas à imprensa condenam detenção

Entidades ligadas à imprensa condenam detenção

De acordo com a SIP, ação só confirma 'censura e hostilidade' do governo Chávez contra liberdade de expressão

Efe e Reuters, Caracas, O Estadao de S.Paulo

26 de março de 2010 | 00h00

O presidente da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), Alejandro Aguirre, condenou a detenção do empresário Guillermo Zuloaga, acionista majoritário da emissora de TV Globovisión, afirmando que a ação foi uma "agressão contra a liberdade de opinião" na Venezuela. "Não foi uma agressão apenas contra Zuloaga, mas também contra a SIP e contra o direito de o povo venezuelano ter acesso à informação", afirmou Aguirre.

O presidente da SIP afirmou ainda que a atitude do governo venezuelano só confirma a "censura e hostilidade governamental" contra a imprensa livre no país. A Comissão Interamericana de Direitos Humanos também mostrou-se preocupada com a detenção de Zuloaga.

O diretor executivo do Instituto de Imprensa e Sociedade da Venezuela, Ewald Scharfenberg, afirmou que a detenção do empresário e de outros opositores, entre eles o ex-governador Oswaldo Álvarez Paz, faz parte de um "mecanismo de repressão" que Chávez vem tentando implementar no país.

"Recentemente, o governo tem aumentado o controle das opiniões dos dissidentes", afirmou ao Estado, por telefone, Scharfenberg. "O nível de perseguição contra a imprensa na Venezuela está muito alto e deve aumentar ao longo do ano por causa das eleições legislativas de setembro."

O deputado Manuel Villalba, presidente da comissão da Assembleia Nacional que pediu a investigação contra Zuloaga, rejeitou as críticas. "Aqui não há presos políticos, somente políticos presos, como é o caso do senhor Zuloaga", afirmou. "Um cidadão que tem um meio de comunicação não pode ir a uma tribuna internacional e fazer declarações que beiram a irresponsabilidade e constituem vilipêndio e falta de respeito à primeira autoridade de nosso país." /

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