REUTERS/Jon Herskovitz/File Photo
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Entra em vigor lei que permite porte de armas em universidades do Texas

Norma, conhecida como 'campus carry', permite que pessoas que tenham porte de armas emitidos pelo Estado possam levá-las na maior parte das instalações universitárias; medida foi adotada apenas em universidades públicas

O Estado de S. Paulo

02 Agosto 2016 | 10h07

WASHINGTON - Uma controversa lei que permite levar armas para as universidades públicas do Texas, nos Estados Unidos, entrou em vigor na segunda-feira, 1º, durante a lembrança do 50º aniversário de um massacre que deixou 14 mortos no campus da Universidade do Texas (UT), em Austin.

A norma, conhecida como "campus carry", permite que aqueles que tenham porte de armas emitidos pelo Estado - uma condição que exclui os menores de 21 anos - possam levá-las na maioria das instalações universitárias.

O "campus carry" entrou em vigor apenas para as universidades públicas do Texas, onde estudam mais de 500 mil estudantes, enquanto as instituições privadas, que podiam escolher se implementavam ou não a norma, optaram por não fazê-lo.

Algumas das instituições públicas limitaram o alcance da medida para salas de aula, faculdades ou bibliotecas, mantendo a proibição em dormitórios de estudantes, laboratórios ou eventos esportivos.

A maior e mais prestigiada instituição pública do Estado, a Universidade do Texas (UT), também tem sido um grande foco de oposição a norma aprovada pela Legislatura do Texas, de maioria republicana.

Os defensores da medida argumentam que a presença de pessoas armadas permitirá salvar vidas no caso de um tiroteio. Ja os opositores dizem que é uma bomba-relógio e a presença de alunos armados não promove o espírito do debate universitário.

O presidente da UT, Greg Fenves, afirmou há alguns meses que as armas "não pertencem" à instituição que dirige e seu único integrante detentor de um Nobel, Steven Weinberg (Física, 1979), disse que proibirá a entrada de estudantes armados em suas aulas ou que deixará a UT.

Homenagens. Fenves presidiu na segunda uma homenagem aos 14 mortos do massacre do 1º de agosto de 1966 na Universidade do Texas, considerado o primeiro tiroteio em massa em um campus universitário dos EUA que serviu como inspiração para muitos outros.

O assassino, Charles Whitman, era um estudante e ex-marinheiro com problemas psicológicos que minutos antes de protagonizar o massacre na UT, tinha matado sua mãe e sua esposa. Ele acabou morto pela polícia.

O Texas é o oitavo Estado que implementa uma lei deste tipo depois do Oregon, Idaho, Utah, Colorado, Wisconsin, Kansas e Mississipi. / EFE

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