Entrada da Casa Branca no debate tem peso simbólico

Análise: Daniel B. Wood

É REPÓRTER DO CHRISTIAN SCIENCE MONITOR, O Estado de S.Paulo

11 Maio 2012 | 03h02

Permanece uma pergunta sobre o apoio do presidente Barack Obama ao casamento gay: que diferença isso faz? O presidente tem adotado medidas que apoiam - e muito - a expansão dos direitos dos gays. Ele, por exemplo, defendeu o fim da política conhecida como "don't ask, don't tell" (não pergunte, não fale) adotada em relação aos homossexuais nas Forças Armadas, além da revogação da Lei de Defesa do Casamento (Doma, na sigla em inglês), que o define como a união entre um homem e uma mulher.

O que os comentários de Obama podem fazer é acrescentar a força do púlpito presidencial a um debate que já vem tendo uma aceitação cultural mais ampla. E não é pouca coisa. "Não há efeitos tangíveis imediatos, mas há efeitos simbólicos", diz Michael Cole-Schwarz, do Human Rights Campaign. Obama, agora, terá incontestavelmente a comunidade gay do seu lado. Ela já o apoiava, mas o censurava por não se dizer abertamente a favor do casamento entre gays.

A posição de Obama também pode influenciar quatro iniciativas a serem votadas em novembro nos Estados de Maine, Minnesota, Washington e Maryland. Na terça-feira, a votação na Carolina do Norte aprovou a proibição de uniões civis e casamento entre gays.

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