Entrada de soldados americanos provoca polêmica na Bolívia

Após três dias de duro debate, o Congresso boliviano aprovou o ingresso no país de 250 soldados americanos, para tarefas de ação humanitária. A resolução foi aprovada na tarde da quinta-feira em uma sessão repleta de incidentes e acusações que fugiram ao controle quando o senador Filemón Escobar, da oposição, esbofeteou um deputado governista que o acusava, aos gritos, de corrupto. Os legisladores do Movimento ao Socialismo, do Movimento Indígena Pachakuti e da Nova Força Republicana rejeitaram o pedido do Poder Executivo, por considerar que se trata de uma estratégia de intervenção do governo americano. Os governistas aprovaram a resolução por 85 votos contra 54 dos opositores. Não é a primeira vez que um contingente militar americano chega à Bolívia. Desta vez, a tropa chegará em 1º de maio e permanecerá no país durante quatro meses, para realizar treinamento em ações humanitárias com soldados bolivianos. O porta-voz do governo, Maurizio Antezana, disse que os militares estrangeiros construirão cinco escolas, vários canais de irrigação e vacinarão as comunidades da região do Chaco, situada no sul da Bolívia, perto da fronteira com Argentina e Paraguai. O valor da operação é de US$ 15 milhões, que serão financiados pelo governo americano. Os legisladores da oposição alegaram que esse dinheiro poderia ter "um melhor destino".

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