ENTREVISTA-Cai em 50% número de militantes que entra no Iraque

O fluxo de militantes estrangeiros queentram no Iraque para lutar pela Al Qaeda diminuiu pela metade,afirmou na segunda-feira o general David Petraeus, comandantedas forças norte-americanas no território iraquiano. Grande parte da queda se deve ao fato de vários paísesestarem impedindo homens jovens de voarem para as cidadessírias de Damasco e Aleppo com bilhetes só de ida, disse omilitar. O governo norte-americano pede há bastante tempo que aSíria adote medidas para impedir que combatentes estrangeiroscruzem sua longa fronteira com o Iraque. O governo sírio dizque intensificou o controle sobre a fronteira após as críticasdos EUA. "O fluxo de combatentes diminuiu, acreditamos, em cerca de50 por cento", disse Petraeus à Reuters em uma entrevista. "Isso é resultado não apenas das medidas adotadas pelaSíria, apesar de isso ter contribuído também. Isso é resultadodo fato de vários países terem tornado mais difícil para que umhomem em idade militar pegue um avião", acrescentou. Quando no território iraquiano, a maior parte doscombatentes vindos de fora do Iraque mantém ligações com a AlQaeda, um grupo sunita. Os soldados e os homens-bomba da redeatacam as forças norte-americanas, o governo iraquiano hojeliderado pelos xiitas e grupos considerados contrários aoislamismo. No mês passado, as Forças Armadas dos EUA disseram terapreendido documentos da Al Qaeda mostrando que 750 militantesde 22 países tinham ingressado no Iraque nos 12 meses seguintesa agosto de 2006. Petraeus não disse quais países tinham adotado medidas paracoibir a saída de homens em idade militar. Mas os documentosapreendidos mostram que pouco menos da metade dos estrangeirosveio da Arábia Saudita, à qual seguiram-se a Líbia, o Iêmen, aSíria, a Tunísia e o Marrocos. E mostram também que 90 por cento dos homens-bomba da AlQaeda eram estrangeiros. A maior parte da liderança da rede noIraque é formada por estrangeiros ao passo que os membros dabase da organização são iraquianos, afirmam os militares dosEUA. Segundo Petraeus, homens-bomba continuavam a atravessar afronteira. O general ressaltou, porém, ser difícil calcular comque intensidade o faziam. Alguns dos combatentes entram no Iraque pela Província deNineveh (norte), que se tornou um reduto importante da Al Qaedaapós seus militantes terem sido obrigados a fugir da Provínciade Anbar e de Bagdá devido a ofensivas militares. Petraeus afirmou que Nineveh era a única das Provínciasiraquianas em que o número de ataques não diminuiu nos últimosmeses. "Na verdade, esse número aumentou", disse o general, semfornecer maiores detalhes.

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