ENTREVISTA-Carly Fiorina, a nova face da campanha de McCain

Carly Fiorina está se tornandorapidamente a nova face da campanha de John McCain àpresidência dos Estados Unidos. Ex-executiva que já foi considerada a mulher mais poderosano meio empresarial dos Estados Unidos, Fiorina emergiu doposto de principal conselheira de economia do candidatopresidencial republicano para ser uma defensora de todas ascausas e verdadeiro cão de ataque do candidato em assuntos quevão desde questões da mulher até a guerra do Iraque. É uma grande distância de uma sala de reuniões de umacorporação, mas a ex-executiva-chefe da Hewlett-Packard pareceestar à vontade e McCain, senador pelo Estado do Arizona,claramente gosta que seja assim. Portanto, cabe a pergunta: Se McCain conquistar a CasaBranca, onde Fiorina ficará? "Cabe a John McCain decidir sobre quem ele coloca em seugabinete ou na sua chapa ou qualquer outra coisa", disseFiorina em entrevista à Reuters. "Confiarei em que ele tomará adecisão certa." Isso parece mostrar que ela tem interesse. "Certamente, seria uma honra para qualquer um servir a JohnMcCain. Mas eu estou de fato concentrada em ajudar o povonorte-americano a conhecê-lo um pouco melhor", disse ela. Aparecendo regularmente na televisão, em reuniões emprefeituras e coletivas de imprensa, Fiorina é uma presença tãovisível no lugar de McCain que o oponente dele na eleiçãopresidencial de novembro, o candidato democrata Barack Obama,senador por Illinois, está se dirigindo a ela diretamente. Obama acusou-a na semana passada de distorcer seu planotributário. A campanha do democrata destacou as demissões queFiorina aprovou como executiva-chefe da Hewlett-Packard, bemcomo o robusto pacote de compensações que ela recebeu quandofoi forçada a deixar a empresa. O porta-voz de Obama, Bill Burton, afirmou em um comunicadoser "muito ruim" que o grupo de McCain não veja o problema deFiorina, "que aprovou milhares de demissões na Hewlett-Packarde ao mesmo tempo recebeu um pacote de 21 milhões de dólares e650 mil dólares em assistência imobiliária por seu desligamentoda empresa." A CEO Fiorina se tornou a dirigente da Hewlett-Packard Co. em1999 e, em 2002, supervisionou a maior fusão até então deempresas do setor de tecnologia dos EUA, quando a empresacomprou a Compaq Computer Corp, sua rival fabricante decomputadores. Por causa do mau desempenho da HP, em 2005 elafoi forçada a deixar os cargos de executiva-chefe e chairman. Ela diz se orgulhar de seu período na HP e afirma que seupacote de compensações foi deliberadamente distorcido. "O meu pacote de desligamento da empresa era de 14 milhõesde dólares", disse ela. "Todos os aspectos da minhacompensação, incluindo meu pacote de desligamento, foramaprovados e votados pelos acionistas." Isso é importante por razões políticas. McCain temcriticado os excessivos pagamentos e compensações aos CEOs,dizendo que como presidente do país vai pressionar pelaaprovação de reformas que requeiram aprovação dos acionistasaos pacotes de compensações. Fiorina concorda com essa filosofia e diz que insistiu queassim fosse feito quando ingressou na HP. Diz também querecusou reter um pacote de 8 milhões de dólares durante a fusãocom a Compaq para evitar que parecesse para os acionistas haverum conflito de interesses. "Quanto às demissões, Fiorina diz que "demitir pessoas éuma das coisas mais duras que um executivo-chefe tem de fazer,mas é algo que tem de ser feito."

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