Entrevista de Strauss-Kahn foi vista por 13,4 milhões

A entrevista do ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, atraiu uma audiência de 13,4 milhões de telespectadores ao canal TF1 da televisão francesa no domingo, informou nesta segunda-feira a agência Mediametrie. Na entrevista, Strauss-Kahn disse que seu encontro com a camareira Nafissatou Diallo em Nova York foi um "erro moral", que ele lamenta profundamente. Mas ele insistiu que não houve violência na relação sexual consentida. Segundo a Mediametrie, a entrevista de Strauss-Kahn foi vista por um quinto da população francesa e atingiu 47% de participação da audiência naquele horário na televisão.

AE, Agência Estado

19 Setembro 2011 | 16h44

Segundo a Mediametrie, a última vez em que 47% da audiência foi atingida ocorreu em uma noite de novembro de 2005, quando a França estava abalada pelos tumultos de jovens nas periferias das cidades. Rivais políticos de Strauss-Kahn e advogados de Nafissatou Diallo criticaram a entrevista e afirmam que o político francês não deu a versão dos fatos exatos que ocorreram no quarto do Sofitel de Nova York, em maio, onde a camareira afirma que Strauss-Kahn tentou estuprá-la.

"Strauss-Kahn distorceu os fatos ao transformar a entrevista em uma esponja mágica que o limpa de tudo o que aconteceu em Nova York", disse Thibault de Montbrial, advogado de Diallo em Paris. A promotoria de Nova York inocentou Strauss-Kahn de todas as acusações no final de agosto.

"Eu acho que ele esteve excelente - sincero, claro e humilde", disse Jack Lang, ex-ministro da Cultura da França e expoente do Partido Socialista francês, o mesmo de Strauss-Kahn.

Mas o líder conservador francês Jean-François Copé disse que Strauss-Kahn deu uma entrevista "triste e patética" e afirmou que é a hora de "virar a página".

Os socialistas franceses escolherão seu candidato a presidente em outubro. O escolhido enfrentará o presidente Nicolas Sarkozy nas eleições de 2012. Strauss-Kahn disse na entrevista que não será candidato.

As informações são da Associated Press.

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