ENTREVISTA-Laura Bush dá conselhos a possíveis sucessoras

Após sete anos na Casa Branca,a primeira-dama norte-americana, Laura Bush, tem váriosconselhos para dar à pessoa que vai sucedê-la no posto. Umapessoa, no entanto, não deve receber esses conselhos: BillClinton. Em entrevista à Reuters, a primeira-dama foi questionadasobre que tipo de conselhos daria à próxima primeira-dama -- ou"primeiro-homen, como o ex-presidente democrata sugeriu quedeveria ser chamado se sua mulher, Hillary Clinton, vencer aeleição presidencial de novembro. "A uma dessas pessoas eu não daria conselhos", disse elaantes de começar a rir. Quando questionado se essa pessoa seriaClinton, a primeira-dama continuou rindo, mas respondeu àpergunta afirmativamente com um gesto. Laura Bush então decidiu dar alguns conselhos para oscandidatos a sucedê-la e citou Lady Bird Johnson (mulher doex-presidente Lyndon Johnson), que disse que mesmo que aprimeira-dama não seja eleita, ela tem um palanque enquanto seumarido for presidente e deve usá-lo. "E eu diria 'use-o' --você tem uma oportunidade real",afirmou a primeira-dama, que foi entrevistada no avião que alevava do Haiti para o México. "Nesse momento eu gostaria de tê-lo usado mais. Acho quelevou um tempo para que eu entendesse o tamanho da oportunidadeque eu tinha para me expressar", acrescentou. A viagem aos doispaíses tem como objetivo discutir programas de combate à Aids eao câncer de mama. "No final você percebe que poderia ter feito mais", disseela, acrescentando que seu único arrependimento é não teraproveitado mais sua posição. Ex-bibliotecária, Laura Bush disse que na primeira vez quechegou à Casa Branca ela se concentrou nos assuntos queconhecia, como a educação. Levou alguns anos para que ela decidisse entrar na cenainternacional, com um discurso no rádio em que falou sobre otratamento que o Taliban dava ao povo do Afeganistão. "Foi quando eu realmente percebi que poderia ter uma voznas questões internacionais. Antes eu estava totalmente focadaem questões internas", disse. Laura Bush pediu que sua sucessora, ou sucessor, continue adesempenhar um papel no cenário externo. "Estamos em um momento da história em que é importante queos Estados Unidos cheguem a outros países", disse ela. E quem ela escolheria para ser o próximo ocupante da CasaBranca? "Sim, eu tenho uma preferência. Obviamente, eu tenhouma preferência, presidente McCain. Essa é minha preferência",disse ela, que se recusou a fazer comentários sobre Michelle, aesposa do pré-candidato presidencial democrata Barack Obamaque, assim como ela, estava inicialmente reticente emparticipar da campanha do marido.

REUTERS

14 de março de 2008 | 09h58

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