Reprodução / Jonatan Diniz / Facebook
Reprodução / Jonatan Diniz / Facebook

Entrevista: 'Meu irmão não tem nada a ver com a CIA'

O irmão de Jonatan Diniz, o brasileiro preso na Venezuela acusado de conspirar contra o governo de Nicolás Maduro, afirma ao Estado que o chavismo confundiu Diniz com um americano

Rodrigo Turrer, O Estado de S.Paulo

06 Janeiro 2018 | 05h00

A família de Jonatan Moisés Diniz recebeu ontem pela primeira vez informações concretas sobre o estado de saúde e a localização do brasileiro detido na Venezuela. O irmão dele, Juliano Mateus Diniz, morador de Balneário Camboriú (SC), repassou alguns detalhes em entrevista ao Estado.

Vocês sabem onde Diniz está?

O Itamaraty conseguiu oficialmente a informação sobre a localização do meu irmão. Eles disseram que ele está na sede do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin), em uma prisão chamada Helicoide. Disseram ao Itamaraty que ele está bem, mas ainda não tivemos contato direto com ele, nem as autoridades brasileiras. Eles prometeram ao governo brasileiro que vão deixar alguma autoridade visitá-lo e o Itamaraty disse que essa autorização deve sair ainda hoje (ontem).

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Há mais alguma informação sobre ele, como ele está?

Eles garantiram que os direitos humanos do Jonatan foram preservados e ele está sendo tratado da maneira correta, que os direitos básicos dele foram garantidos. Mas isso são informações de terceiros. Estamos na fé de que seja verdade. 

Vocês sabem o motivo de ele estar sendo mantido preso?

Eles acharam que meu irmão era americano. Como ele morava nos EUA, estava viajando da Flórida para Caracas, a situação dele se complicou já no aeroporto, quando as autoridades apreenderam todos os brinquedos e lembranças que ele tinha levado dos EUA para a Venezuela, para entregar para as crianças no Natal. Aí, devem ter ficado de olho nele, porque ele estava viajando só com a carteira de motorista da Califórnia, onde morava. Parece que os venezuelanos acreditaram que ele era americano e, por mais que ele insistisse em dizer era brasileiro, não acreditaram. Por isso, eles disseram que ele era um informante da CIA, alguém patrocinado pelos EUA. O que é um absurdo. Meu irmão trabalhava nos EUA, ele gastou todo o dinheiro dele com os brinquedos que ele levava. Minha mãe pagou a última passagem dele para Venezuela. Meu irmão não tem nada a ver com a CIA. 

 

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